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Ex '1º ministro' de Crivella solta o verbo: 'Muito suspeito'

  • 6 de nov. de 2020
  • 2 min de leitura

Paulo Messina, ex-homem forte de Crivella, agora candidato a prefeito do Rio (Foto: Reprodução)

Ex-secretário da Casa Civil da prefeitura do Rio, conhecedor como poucos das entranhas da administração Marcelo Crivella, o agora também candidato a prefeito do Rio, Paulo Messina (MDB), afirmou que achava "muito suspeita" a postura do prefeito que, segundo ele, o pressionava para priorizar pagamentos de empresas com créditos a receber relativos à gestão anterior.

"É muito suspeito o que eles estão fazendo, pagando DEA [Despesas de Exercícios Anteriores], quando não é para fazer", disse Messina durante uma sabatina do Portal UOL nesta sexta-feira (6).

Paulo Messina era chamado de "primeiro ministro", tamanha era a sua influência na administração Crivella. Além de secretário da Casa Civil, ele também respondeu pela Comissão de Planejamento Financeiro e Gestão Fiscal da Prefeitura até novembro de 2018, quando o próprio prefeito assumiu o controle da comissão. "Ele passa a controlar a liberação direta daquilo a partir do final de 2018, então certamente a liberação de pagamentos foi feita por ele, sem dúvida nenhuma", disse, segundo publicação do UOL.

"Eles queriam controlar muito mais espaço, queriam controlar contratos de publicidade, eventos, e várias outras áreas da prefeitura, e nós não deixamos", disse o ex "primeiro ministro" de Crivella.

Messina afirmou também que, após a investigação do Ministério Público do Rio (MP-RJ) que apontou o próprio prefeito como líder do "QG da Propina", cogita "com muito mais força" que os pagamentos a empresas que, segundo ele não tinham a prestação de serviço comprovada, envolveram propina

"Ele [Crivella] criou uma secretaria que existe até hoje: Secretária de Eventos, Parques e Jardins e Idoso. Uma secretária só, que tem sete vereadores ali atendidos. Eu fui contra isso", apontou.

Messina afirmou que seu rompimento com Marcelo Crivella tem relação com fatos que vieram à tona a partir da investigação do MP-RJ sobre o QG da Propina, mas também se deve a outras questões.

Em 28 de junho do ano passado, o vereador (PRTB) rompeu com Crivella. Na ocasião, ele gravou um vídeo para anunciar o rompimento. Em um dos trechos ele afirma: “Já é claro para mim que esses alertas não têm surtido efeito, e a prefeitura continua numa trajetória que acabará por desequilibrar as contas e trazer uma nova crise financeira.”

O prefeito Marcelo Crivella sempre negou irregularidades na sua gestão.

 
 
 

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