Ex-diretor da CIA pede destituição de Trump por 'instabilidade mental'
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O ex-diretor da CIA, John Brennan, pediu na segunda-feira, 13 de abril, a destituição do presidente dos EUA, Donald Trump, devido à sua "instabilidade mental", após suas ameaças imprudentes contra a civilização iraniana. Brennan argumentou que a permanência de Trump no cargo representa um perigo iminente para milhões de pessoas.
Durante uma entrevista a um veículo de imprensa internacional, Brennan, que chefiou a inteligência americana durante o governo Obama, afirmou que a 25ª Emenda à Constituição dos EUA, que trata da destituição involuntária de um presidente, foi escrita especificamente para alguém como Trump.
Ele enfatizou que o presidente demonstra um claro transtorno mental e constitui um fardo tão grave que não deveria ter permissão para continuar como comandante-em-chefe, dado o imenso poder que exerce sobre o arsenal nuclear.
Essa reação do ex-funcionário ocorre após as ameaças feitas por Trump em 7 de abril de 2026, quando ele alertou que a civilização iraniana poderia sofrer se seu ultimato não fosse atendido. Essa declaração foi interpretada como uma alusão direta ao possível uso de capacidades nuclear.
Diante dessa escalada hostil, mais de 70 membros democratas do Congresso apoiaram a invocação da 25ª Emenda, segundo relatos da mídia americana, refletindo a crescente preocupação no Legislativo com a retórica do Executivo.
Apesar da pressão política exercida, analistas indicam que a probabilidade de impeachment é praticamente nula.
Isso se deve à lealdade incondicional do vice-presidente JD Vance e da maior parte do gabinete ao presidente Trump. Contudo, a tensão internacional continua a aumentar após o fracasso das negociações de paz com Teerã, que ocorreram no sábado, 11 de abril de 2026.
Longe de buscar a desescalada, o presidente americano declarou que não tem interesse em que o Irã retorne à mesa de negociações.
Além disso, ele reiterou sua ameaça de iniciar um bloqueio militar do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (13), aprofundando a crise e o risco de retomada das hostilidades na região. Essa situação reforça as preocupações com a instabilidade da política externa dos EUA.
Da Telesur









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