Ex-marido jogou beach tênis antes de matar juíza


Paulo jogou beach tênis na Praia de Ipanema horas antes de assassinar a juíza Viviane Amaral (Reprodução)

Conhecido pelos amigos como "Risadinha" e como uma pessoa "tranquila" e "sociável", o engenheiro Paulo José Arronenzi jogou beach tênis na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, algumas horas antes de assassinar a ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral, com 16 facadas na véspera de Natal.

A informação foi revelada por três amigos de Paulo que estiveram com ele na parte da manhã do dia do crime. Apesar do requinte de crueldade do feminicídio, segundo os amigos, Paulo estava "bastante tranquilo e calmo" e se despediu deles desejando "feliz Natal". Cerca de sete horas depois, ele esfaqueou a juíza no rosto, no pescoço e na barriga, na frente das três filhas, uma de 10 e duas gêmeas de 7 anos de idade, numa rua pouco movimentada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.

De acordo com os investigadores, um dos depoentes disse que durante uma conversa após o jogo de beach tênis, Paulo chegou a dizer que "não sabia onde comeria rabanada naquela noite". Viviane havia se separado dele e estava morando na casa da mãe, em Pendotiba, Niterói.

Já uma amiga de Paulo, que também depôs, contou que após a separação do casal em setembro, ele "passou a ter um comportamento diferente, demonstrando estar deprimido, sempre triste e lamentando o relacionamento". Para a amiga, Paulo dizia que "a separação se deu de forma amigável e que tudo ocorria bem". Ela afirmou no depoimento que não sabia das agressões e ameaças que Paulo fazia à Viviane.

No último sábado, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou Paulo por homicídio quintuplamente qualificado. Para os promotores, o crime foi motivado pelo "inconformismo do acusado com o término do relacionamento, especialmente pelas consequências financeiras do fim do casamento na vida do engenheiro". Numa mensagem de áudio enviada a uma amiga logo após a separação, Viviane relatou que Paulo passou a extorquir dinheiro dela, pedindo que ela fizesse depósitos em sua conta. "Eu achava que depois do divórcio, se eu desse tudo do jeito que ele tava querendo, tudo ia acabar. Mas não, piorou. Depois que ele entregou a chave (do apartamento que o casal alugava na Zona Sul, antes da separação), depois que eu vi aquilo tudo, ele ficava me achacando. Já fiz vários depósitos para ele. Fica me pedindo dinheiro disso, daquilo. Quando eu vi, já tinha depositado pra ele mais do que ele me deu de pensão esse mês", desabafou a juíza com a amiga.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 640 mil encontrados em contas bancárias de Paulo. O valor ficará disponível para o sustento das três crianças, que estão com a avó materna. Paulo está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

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