Ex-ministro de Bolsonaro pode virar réu por improbidade


Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação de Bolsonaro acusado de improbidade administrativa (Reprodução)

Com algum atraso, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub por improbidade administrativa por algumas de suas declarações sobre as universidades públicas brasileiras quando ele ainda estava na pasta, até junho de 2020.

Para a procuradora Luciana Loureiro Oliveira, Weintraub atentou contra princípios da administração pública como os da moralidade, da honestidade e da lealdade às instituições com afirmações, segundo ela, "dolosamente incorretas ou distorcidas".

A investigação mira, entre outras declarações, as de que as universidades são locais de "balbúrdia" e com "cracolândias".

"As declarações de um ministro de Estado sobre questões afetas à sua competência possuem um peso muito relevante, já que se presume que a mais alta autoridade nacional na área [Educação] tenha pleno conhecimento e suficiência de informações técnicas sobre os assuntos que coordena", disse a procuradora.

Ela classificou ainda algumas das declarações como "fake news" e disse que tinham "o claro propósito de desacreditar" as instituições de ensino.

​A ação foi enviada à 3ª Vara Federal do Distrito Federal, a quem caberá decidir se o ex-ministro se tornará réu.

Em caso de abertura de processo e eventual condenação, Weintraub pode ser obrigado a pagar multa e ter seus direitos políticos suspensos.

Weintraub saiu fugido do Brasil e usou indevidamente passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos em junho do ano passado, após ser demitido do cargo. Ele próprio admitiu, em redes sociais, que receava ser preso pelo Supremo Tribunal Federal, com base na Lei de Segurança Nacional, por seu envolvimento em atos antidemocráticos.



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