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Explosão cósmica gigantesca intriga astrônomos

Um espetáculo surpreendente e de dimensões jamais observadas. Astrônomos da Universidade de Southampton, no Reino Unido, revelaram nesta sexta-feira (12/5), a maior explosão cósmica já registrada, com cem vezes o tamanho do Sistema Solar. O estudo foi publicado na revista científica Monthly Notices da Royal Astronomical Society e o evento recebeu o nome de 'AT2021lwx'.

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Ilustração de Mark A. Garlick / Sheffiled University / Reprodução

A explosão cósmica foi descoberta por acaso em 2020, pelos astrônomos do observatório Zwicky Transient Facility, na Califórnia, Estados Unidos. Foi registrada em um banco de dados, mas só no ano seguinte passou por uma análise mais aprofundada. Segundo os pesquisadores, ao se considerar a Terra como ponto de referência, a explosão demorou 8 bilhões de anos-luz até se tornar visível nas lentes de um telescópio.


“Após saber a distância até o objeto e quão brilhante ele aparece para nós, você pode calcular o brilho em sua fonte. Depois de realizarmos esses cálculos, percebemos que era extremamente brilhante”, relatou, em nota, o coautor da pesquisa Sebastian Hönig.


O AT2021lwx, no entanto, não foi o evento mais luminoso já observado. O recorde pertence a uma explosão de raios gama (a explosão eletromagnética de uma supernova) batizado como GRB221009A, detectado em outubro de 2022 e que foi definido como "o mais luminoso de todos os tempos".


Enigma instigante


A causa da explosão aguça a curiosidade dos pesquisadores, que buscam uma explicação. A primeira possibilidade levantada pela equipe é a de que o AT2021lwx teria surgido da explosão de uma estrela massiva, ou 'supernova'. A segunda, envolveria o 'efeito de maré', quando uma estrela é dilacerada pela extrema força de atração de um buraco negro. As duas teses, porém, não são suficientes para explicar a luz emitida pela explosão, que não corresponde a nenhuma das possibilidades sugeridas.


“A maioria dos eventos de supernovas e perturbações do efeito maré duram apenas alguns meses antes de desaparecer. Algo permanecer brilhante por mais de dois anos é muito incomum”, detalha Philip Wiseman, líder do estudo, na publicação da revista. “É um verdadeiro enigma”, constata.


Quasar ou buraco negro


Em termos de luminosidade, o AT2021lwx só pode ser comparado com os quasares, quando o choque de duas galáxias libera um grande quantidade de energia e luz, através do econtro de buracos negros supermassivos. Porém, segundo os pesquisadores, a luz dos quasares é inconstante, enquanto que o feixe luminoso do AT2021lwx vem aumentando bruscamente há três anos.

Os astrofísicos ainda trabalham com a possibilidade de uma nuvem gigante de gás, do tamanho de cinco mil sóis, ter sido devorada por um buraco negro supermassivo. Porém, nenhum buraco negro do tipo foi observado no centro do fenômeno.

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