Expo Cordeiro agora é Patrimônio Cultural Imaterial

A tradicional Exposição de Cordeiro, na Região Serrana do Rio de Janeiro, chega em 2021 ao seu centenário. Um século de história de milhares de pessoas, não só dos municípios fluminenses, mas de cidades de diversos estados brasileiros. Como presente, o Projeto de Lei 4072/2021, apresentado este ano na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pelo deputado Felipe Peixoto (PSD), acaba de ser sancionado pelo governador Cláudio Castro, através da Lei 9352/2021, declarando este importante e reconhecido evento como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

Divulgação

"Eu não poderia ter uma forma melhor de comemorar. Afinal, esta lei vai proporcionar o fomento do turismo local, com a expansão da cultura e do agronegócio, e o consequente crescimento da região", diz Peixoto.


A Expo Cordeiro acompanhou as mudanças culturais, sociais e econômicas, sem perder a sua grandeza e o seu lugar na história. Aos poucos, ela foi agregando eventos paralelos em um mesmo lugar, como a Expo Moda, o Concurso da Rainha, a Expo Arte, a Tenda Literária, a Expo Artesanato e a Tenda Cultural, atraindo gente de todas as partes do Brasil, com um público de dez mil visitantes por dia.

Deputado Estadual Felipe Peixoto/ Divulgação

E foi assim, se reinventando e expandindo as suas atividades, que a exposição se tornou não só o maior ponto de atração turística e econômica da cidade como a maior feira deste importante segmento em nosso estado. Tanto que em 2016 garantiu ao município o título de “Cidade Exposição”, em projeto de lei sancionado pelo então governador Francisco Dornelles.


Mas o evento não parou por aí, e atingiu o seu objetivo inicial. Inaugurada em 4 de maio de 1921 pelo presidente da República Epitácio Pessoa, no Parque Raul Veiga da então Vila de Cordeiro e já como projeto especial para promover o crescimento pecuário no interior do estado e em todo o país, a Expo Cordeiro se consolidou como uma das maiores e mais antigas festas agropecuárias do Brasil.


Relembrando a história, em 30 de maio de 1943, pouco depois de duas décadas da criação da feira, o presidente Getúlio Vargas e o interventor federal no estado, Amaral Peixoto, inauguraram a segunda versão da exposição, selando um pacto com o povo de Cordeiro que assegurou a emancipação do município em 31 de dezembro daquele mesmo ano.


Por conta da pandemia da Covid-19, a Expo Cordeiro ainda não acontecerá este ano. Com a vacinação em massa, a esperança é que em 2022 o evento seja retomado com toda a força.


"Até lá, sigamos com as lembranças sensacionais dos muitos momentos especiais garantidos por um ambiente familiar e profissional, vividos por quem, como eu, teve o privilégio de participar de muitas edições deste evento diferenciado, que permitiu a Cordeiro ser conhecido em todo o país. Muito bom poder abrir com chave de ouro o centenário desta importante exposição, agora Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial", comentou Felipe Peixoto.

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