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Exército simula guerra cibernética contra proletários

  • 22 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

(Reprodução)

Às vésperas da eleição para presidente do Brasil, o Exército simulou uma guerra cibernética contra grupo de "ideal proletário".


Organizado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército, o exercício militar Guardião Cibernético 4.0 contou com um cenário de guerra fictícia em que os participantes combateram uma organização política chamada "Ideal Proletário Pantaneiro", identificada pela sigla IPP.


A atividade, segundo o portal Brasil de Fato, foi um marco inicial nas atividades do Exército brasileiro para garantir a lisura da campanha e das eleições de outubro.


No contexto geopolítico imaginário do Exército Brasileiro, o suposto regime com ideais "proletárias" demanda de seus oponentes a "demarcação de reservas" que pertenceriam a seu território originalmente.


De acordo com a narrativa, a falta de reconhecimento desse "alegado direito histórico" fez com que o IPP ocupasse militarmente a região disputada.


A investida militar dos "proletários", segundo o Exercício, “levou o Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] a encerrar as negociações diplomáticas e a aprovar uma resolução que prevê uma intervenção militar", comandada por uma "força militar multinacional com o intuito de derrotar o grupo paramilitar IPP".


O cenário imaginário criado pelos militares brasileiros faz parte da quarta edição do Guardião Cibernético, realizado anualmente pelo Exército. O evento, que reúne órgãos do governo e empresas como Cisco, Claro e Kryptus, ocorreu de 16 a 19 de agosto.


O ambiente simulado de guerra com referências a ideias de esquerda como "inimigas" foi concebido pelo Ministério da Defesa para outro exercício, a Operação Meridiano, uma simulação conjunta do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que ocorreu no Pará, em outubro de 2021.


Vale lembrar que o Comando de Defesa Cibernética do Exército esteve representado pelo general Héber Portella em uma comissão criada pelo Tribunal Superior Eleitoral para fiscalizar as eleições de outubro.

 
 
 

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