Fachin diz que TSE não aceitará intervenção militar nas eleições


Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin (Foto: Agência Brasil)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (29), no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, que não aceitará nenhum tipo de intervenção das Forças Armadas nas eleições no país. "Colaboração, cooperação e parcerias pró-ativas para aprimoramento, a Justiça Eleitoral está inteiramente à disposição. Para intervenção, jamais", disse Fachin.

A declaração do presidente do TSE ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em todas as pesquisas atrás do ex-presidente Lula (PT), voltar a lançar suspeitas infundadas em relação ao sistema eleitoral. Na quarta-feira (27), Bolsonaro afirmou que é preciso ter a participação das Forças Armadas para que haja "confiança" no processo eleitoral.

Fachin recebeu total apoio do Congresso. Ainda na quarta-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), numa declaração de apoio ao presidente do TSE e ao sistema eleitoral brasileiro, afirmou que "não tem cabimento levantar qualquer dúvida sobre as eleições no Brasil" e que "o Congresso Nacional é o guardião da democracia".

Citado pelo próprio Fachin durante a coletiva, o presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL), segundo ele, “também defende o processo eleitoral e as eleições como meio pacífico de solução de dissensos e se postando na linha de que temos um processo seguro, transparente e auditável”.

Fachin destacou a importância das Forças Armadas para as eleições, mas sem nenhuma participação política no processo eleitoral, apenas como parte da Comissão de Transparência Eleitoral - criada pelo TSE para ampliar a segurança do sistema - e na área logística, como no transporte das urnas eletrônicas.

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