Família do congolês Moïse terá quiosque na Zona Norte do Rio


A família do congolês Moïse Kabagambe, espancado até a morte no dia 24 de janeiro, na Barra da Tijuca, aceitou administrar um quiosque no Parque Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O município havia oferecido inicialmente a concessão do quiosque Tropicália, onde o jovem foi morto, mas os familiares do rapaz de 24 anos não aceitaram, alegando razões de segurança.

“A decisão foi tomada em comum acordo com os parentes do congolês, que preferiram não assumir a operação dos estabelecimentos oferecidos inicialmente, na orla da Barra da Tijuca. Os detalhes da operação, ainda em parceria com a Orla Rio, serão divulgados dentro dos próximos dias”, diz a nota da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento.

De acordo com o advogado Rodrigo Mondego, que representa a família de Moïse, a estrutura do local e o maquinário serão doados pela Orla Rio, concessionária que administra os quiosques.

O espancamento de Moïse foi registrado pelas câmeras de segurança do quiosque. Após ser derrubado no chão por um homem e receber vários golpes deste e dos outros agressores, inclusive com taco de beisebol, o congolês continuou sendo agredido mesmo depois de ter sido imobilizado e estar desacordado,

Três homens que participaram do crime bárbaro estão presos, acusados de homicídio triplamente qualificado: Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove, e Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota.

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