Fascistas de Niterói podem ser investigados pelo STF


Ministro Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (9/4) prorrogar por mais 90 dias os inquéritos que apuram a disseminação de fake news e a organização de atos antidemocráticos contra a Corte pelo país.

A investigação sobre a disseminação de fake news foi aberta em 2019 por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli. O inquérito sobre os atos antidemocráticos foi autorizado em abril de 2020, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

O inquérito sobre atos antidemocráticos contra o Supremo pode ganhar um novo capítulo: as recentes manifestações fascistas realizadas em Niterói com ameaças de "linchamento", "apedrejamento" e até de "guilhotina" contra os ministros do STF, conforme denunciado pelo TODA PALAVRA.

Sob a justificativa de realização de manifestação contra as medidas de lockdown adotadas pela prefeitura de Niterói, no esforço das autoridades sanitárias de tentar conter a elevação descontrolada dos casos de contaminação pela covid-19 nos últimos dias, a cidade registrou protestos pontuados por mensagens de violência e incitação do ódio, de caráter fascista.

Conforme apurado pelo TODA PALAVRA, as manifestações, que começaram no último final de semana, em frente à casa do prefeito Axel Grael, estão sendo monitoradas por autoridades da área de segurança. Forças políticas da cidade também revelaram ao jornal que as manifestações fascistas estão sendo denunciadas ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, a quem caberá determinar as diligências para identificar e criminalizar os responsáveis pelos atos antidemocráticos e as ameaças contra os integrantes da Corte suprema do país.

O prefeito de Niterói, Axel Grael (PDT), também tem sido vítima de agressões antidemocráticas nas recentes manifestações. Um novo ato está sendo convocado para este sábado, em Icaraí.


Empresários recuam

Diante das manifestações de caráter fascista, representações de segmentos comerciais que buscam o diálogo com a prefeitura sobre o seu funciomento nos períodos mais críticos da pandemia já estão recuando e se afastando dos protestos com conotações antidemocráticas.

É o caso da Associação dos Proprietários de Bancas de Jornal (APROBAN), que foram obrigados pelo último decreto do prefeito Axel Grael a mancher as portas fechadas. Em nota oficial, a entidade, embora mantenha sua posição em defesa do funcionamento das bancas de jornais como fonte de abastecimento da população de notícias e de item de necessidade diária, afirma não ter vinculação com atitudes antidemocráticas.

Leia a íntegra da nota da APROBAN:


"Nota de esclarecimento

Niterói, 08 de abril de 2021.

A edição on line do jornal O Dia, com data de 08/04/2021 publicado às 19h18m, com o título “Donos de bancas de jornais e comerciantes reagem a medidas restritivas em Niterói” traz uma entrevista com o presidente da APROBAN (Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói), o mesmo apenas ressaltou a importância e relevância das bancas, a APROBAN não participou, incitou, concordou e corroborou com a manifestação que também foi tema da reportagem, apesar de respeitar o legítimo direito de protestar e de se manifestar.

A APROBAN atua como um coletivo, por tanto, qualquer ato isolado não expressa a vontade do segmento.

Seguimos respeitando toda e qualquer decisão da municipalidade, lembrando que, sempre tivemos um ótimo diálogo com o executivo e que urbanidade, civilidade e sociabilidade são alguns dos valores que institui a nossa associação.

Sem mais para o momento."

Ass. Adalmir Ferreira


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