Favelas do Rio têm 30 vezes mais casos de Covid


(Foto: Reprodução)

Uma pesquisa feita pela Prefeitura do Rio e pelo Ibope aponta que 17% dos moradores de seis grandes favelas em situação de vulnerabilidade na capital fluminense foram infectados pelo coronavírus até o início de junho. No total, 556 das 3.210 pessoas que fizeram os testes rápidos tiveram resultado positivo para Covid-19. A Prefeitura estima que haja 30 vezes mais contaminados do que o registrado oficialmente nessas seis áreas, ou seja, cerca de 120 mil casos não notificados. Nas estatísticas oficiais há apenas 4.040 casos confirmados nestas regiões até a última segunda-feira (22).

A porcentagem está bem acima das marcas atingidas no País, de acordo com o estudo mais abrangente que está sendo feito no Brasil, o Epicovid-19. De acordo com a segunda e mais recente fase desse levantamento, 2,8% da população de 120 cidades brasileiras pesquisadas já haviam tido contato com o coronavírus até o dia 7 de junho. No município do Rio, o número era de 7,5% de infectados. Os relatos foram publicados no jornal Folha de S.Paulo.

Os dados divulgados pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) indicaram que o complexo de favelas da Cidade de Deus teve a maior incidência de infecções, com 28% dos moradores diagnosticado com a doença.

Em seguida, vêm as comunidades de Rio das Pedras (25%), Rocinha (23%) e Maré (19%). Depois, os bairros da zona oeste de Realengo (9%) e Campo Grande (5%), locais, assim como Rio das Pedras, conhecidos por serem dominados pelo crime organizado das milícias. As seis regiões abrigam 14% da população do município.

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