Feder: outro ministro que foi sem ser


O presidente Jair Bolsonaro desistiu de nomear o empresário Renato Feder para o Ministério da Educação e procura outros nomes para a pasta. A desistência veio após constatar resistência ao nome do empresário entre seus apoiadores. Feder, no entanto, publicou em rede social neste domingo (5) que não aceitou o convite do presidente.

"Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, publicou no Twitter.

O nome de Feder, de 42 anos, que atua como secretário da Educação no Paraná, circulou no Planalto como possível ministro desde a demissão de Abraham Weintraub da pasta. Anteriormente, ele foi preterido pelo nome de Carlos Alberto Decotelli, 70, por sua idade.

Na quinta-feira (2), Feder recebeu uma ligação de Bolsonaro convidando o empresário para uma visita a Brasília na segunda-feira (6), o que foi apontado como mais do que um sinal de que ele seria nomeado ministro. Feder atua no ramo da área de tecnologia e sofreu resistência, tanto da ala mais conservadora do governo quanto a do campo ideológico comandada pelo guru Olavo de Carvalho, a quem Bolsonaro e os filhos seguem com rara fidelidade.

Após o anúncio do nome de Feder, diversas notícias sobre ele começaram a circular na imprensa. Além de defender a tese disparatada de privatização total do ensino, do fundamental até o universitário, houve ainda a denúncia de que sua empresa, a Multilaser, foi investigada pelo Ministério Público por crime de descaminho.

À direita

Um nome que aparece como indicado pela ala militar é o do coronel do Exército, José Gobbo Ferreira, bacharel em Engenharia, pós-graduado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade, e doutor em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Poitiers, na França, segundo o blog "Brasil sem medo". Gobbo foi professor da Universidade Federal Fluminense por dois anos e é autor do livro “Dez anos de PT e a desconstrução do Brasil”, lançado em 2013, onde critica os governos do PT e rechaça a política de cotas nas universidades.

A pasta da Educação tem sido uma fonte de polêmicas dentro do governo Bolsonaro desde o início. Já passaram pelo MEC três ministros diferentes desde o início da gestão bolsonarista. O mais recente, Decotelli, não chegou tomar posse, mas foi nomeado e quatro dias depois pediu demissão após serem divulgadas fraudes em seu currículo, ao qual o ex-ministro fez questão de acrescentar o cargo de "ministro da Educação".

Antes dele, Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub caracterizaram o Ministério da Educação como fonte de conflitos ideológicos no governo. Weintraub, o último a gerir a pasta oficialmente, chegou a ser investigado e interrogado devido a declarações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) reveladas em gravação de reunião ministerial. Saiu do país em fuga para os Estados Unidos, segundo ele próprio admitiu, por medo "de prisão".

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