Fiocruz: vacina de Oxford será entregue em fevereiro


(Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse nesta terça-feira (22) em uma audiência realizada pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados que a vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e a Fiocruz contra a Covid-19 começará a ser entregue ao governo brasileiro a partir de 8 de fevereiro. Segundo informou, serão entregues 1 milhão de doses ao Programa Nacional de Imunização entre 8 e 12 de fevereiro, e mais 1 milhão na semana seguinte.

"A grande angústia da nossa sociedade é com relação ao início da vacinação. Então, vou só informar a todos que, no caso da Fiocruz, nós estaremos recebendo ingrediente farmacêutico ativo para o início da produção no mês de janeiro", disse.

Nísia Trindade disse que a meta do instituto é produzir 700 mil doses por dia a partir da terceira semana, mas que ela ainda precisa ser certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além do próprio registro, do qual caberá à AstraZeneca entrar com o pedido. Somente depois da autorização da Anvisa que as vacinas poderão ser entregues ao programa de vacinação.

O acordo do governo brasileiro com a AstraZeneca envolve 100 milhões de doses do imunizante e um valor de cerca de R$ 1,6 bilhão. De acordo com o contrato, o país receberá o "ingrediente farmacêutico ativo" (IFA) para processar e envasar as doses na fábrica de vacinas Biomanguinhos, da Fiocruz.

No início de outubro, o jornal britânico Financial Times, que teve acesso ao Memorando de Entendimento assinado em 31 de julho entre a Fiocruz e a AstraZeneca, fez questionamentos se o contrato seria lesivo ao Brasil.

A audiência da Comissão Externa da Câmara dos Deputados também contou com uma breve participação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. No último dia 17, o ministro chegou a anunciar que o governo receberia 24,7 milhões de vacinas contra a Covid-19 ainda no mês de janeiro, das quais 15 milhões de doses corresponderiam ao imunizante da AstraZeneca.

Nesta segunda, Pazuello disse que o país "está caminhando forte para poder ter vacinas de várias matizes" e entregar as doses "o mais rápido possível".

Segundo ele, a previsão é que a vacinação comece no final de janeiro, "na melhor hipótese", e em meados ou final de fevereiro, "na pior hipótese".

A Anvisa já esclareceu que o prazo para autorização, a partir do recebimento do pedido de análise de qualquer imunizante, é de 10 dias.

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