Flávio barra nomeação de corregedor da Receita Federal


Senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), envolvido em escândalos de rachadinha e compra de imóveis, quer colocar uma pessoa da sua confiança no estratégico cargo de corregedor da Receita Federal. Por sua influência, está travada na Casa Civil, desde julho, a nomeação feita pelo ministro Paulo Guedes.

Em 7 de julho, Paulo Guedes assinou uma portaria nomeando o auditor-fiscal Guilherme Bibiani para o cargo, num mandato de três anos. Até até agora, entretanto, o Diário Oficial não publicou a portaria. E o motivo, segundo citação do Globo, são pressões do filho 01 do presidente Jair Bolsonaro para que a cadeira seja ocupada por um auditor de sua confiança, Dagoberto Lemos.

Em abril deste ano, a Corregedoria do Ministério da Economia arquivou investigação contra o corregedor-geral da Receita Federal, José Pereira de Barros Neto, acusado pela defesa de Flávio Bolsonaro de ter deixado de apurar supostas irregularidades de auditores fiscais no Rio de Janeiro.

A acusação contra Barros Neto foi uma tentativa de anular o caso das rachadinhas, que envolve Flávio, o ex-assessor Fabrício Queiroz como operador e outras 15 pessoas acusadas pelo Ministério Público do Rio por organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato - há suspeitas de que os valores desviados no esquema tenham sido lavados na compra de imóveis, inclusive em parte da compra da mansão onde Flávio mora atualmente em Brasília.

A defesa alegava que os Relatórios de Inteligência Financeira, que continham informações do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, enviados pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) a diversos órgãos de investigação, poderiam ter sido baseados em “práticas investigativas ilegais” adotadas pela Receita Federal.

“A referida apuração envolvendo José Pereira de Barros Neto teve como resultado o arquivamento, dado que a comissão responsável pela investigação concluiu pela inexistência de infração disciplinar cometida pelo titular da Corregedoria Geral da Receita Federal”, diz ofício encaminhado pelo então corregedor interino, Marcos Pires, à Câmara dos Deputados, em março deste ano.


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