Flávio Bolsonaro se reuniu com dono da Precisa


Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) se reuniu com empresário com histórico suspeito (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) se reuniu com o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), Gustavo Montezano. A farmacêutica está no olho do furacão como intermediária na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo brasileiro, conforme a denúncia sobre "pressões" feita pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) ao Ministério Público e à CPI da Covid. A informação foi revelada pela revista Veja nesta sexta-feira (25).

A reunião de Flávio com o sócio da farmacêutica e o presidente do BNDES ocorreu no dia 13 de outubro de 2020, Flávio, por videoconferência. O encontro constou na agenda oficial do BNDES para tratar de financiamento para a Xis Internet Fibra, uma outra empresa de Francisco Maximiano, o sócio da Precisa.

De acordo com a revista, a assessoria do BNDES confirmou a presença do filho 01 do presidente da República, mas ignorou o questionamento sobre o motivo de sua participação. O BNDES admitiu que não houve contratação com a empresa XIS Internet Fibra.

Flávio afirmou pelas redes sociais que a matéria da Veja foi uma “insinuação maldosa”. “Eu conheço, sim, de amigos em comum, como conheço milhares de pessoas. No entanto, não tenho nenhum relação financeira com ele”, disse.

A Precisa é representante do laboratório indiano Bharat Biotec, responsável pela vacina Covaxin, cujo contrato de compra de 20 milhões de doses do imunizante pelo Ministério da Saúde, no valor de R$ 1,6 bilhão, está sob investigação. A mesma empresa também é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), pela venda de testes rápidos contra a covid-19 a preços superfaturados e qualidade inferior no valor de R$ 20 milhões.

​O contrato de compra da Covaxin e as suspeitas de irregularidades foram o tema principal da sessão da CPI da Covid nesta sexta-feira.

Histórico suspeito

O empresário Francisco Maximiano também é sócio da Global Gestão em Saúde e atua em outras nove empresas, sendo quatro do ramo de saúde. Ele tem histórico bastante negativo no trato com o governo federal.

A Global é acusada de ter dado prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos, referente a contratos na época que o deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR) era ministro da Saúde. A empresa vendeu remédios de alto custo ao Ministério da Saúde, mas não entregou.

Ação do MPF cobra da empresa R$ 119 milhões por danos coletivos.

A Global também já foi multada em R$ 2,3 milhões pela Petrobras por não cumprir contrato de fornecimento de medicamentos a funcionários da estatal.

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