Flávio falta à acareação com Paulo Marinho no MPF


Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) faltou à acareação no Ministério Público Federal (Pedro França/Agência Senado)

Na hora marcada nesta segunda-feira (21) para a acareação com o empresário Paulo Marinho, no Ministério Público Federal (MPF), o senador Flávio Bolsonaro postou uma foto com um apresentador de TV em Manaus, onde num vídeo publicado nas redes sociais mostra ele ao lado do irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e a equipe do programa cantando uma música sobre "maconheiros".

A acareação visa esclarecer o suposto vazamento da Operação Furna da Onça, que investiga um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e foi marcada porque o MPF entende que o senador ou o empresário mentiram sobre o suposto vazamento da operação. Paulo Marinho compareceu na hora marcada.

Marinho diz que houve vazamento de informação para Flávio Bolsonaro a partir de um delegado da Polícia Federal. O senador nega.

Flávio Bolsonaro alegou que estava no Amazonas em agenda oficial e, como possui foro privilegiado, pediu para que a acareação seja marcada para 5 de outubro, no gabinete dele, em Brasília.

De acordo com o procurador da República, Eduardo Benones, o MPF deverá decidir data, horário e local.

“Privilégio deve ser interpretado restritivamente, sobretudo em uma República”, disse o procurador. Para ele, o foro privilegiado de Flávio Bolsonaro é válido para o caso de um “simples testemunho”, mas não para o caso de uma acareação.

Benones declarou que a acareação deve ser realizada pessoalmente. “Nesse caso, a divergência não é apenas circunstancial, não é sobre detalhes de fato, de tempo e de nome. Mas diverge substantivamente no objeto, de maneira que não é possível que ambos os depoimentos sejam consistentes com os fatos, precisa ser pessoalmente. Não pode ser por videoconferência nesse caso”.

O procurador também informou que a ausência de Flávio Bolsonaro será analisada. "A gente vai analisar a plausibilidade jurídica, se há ou não uma razão jurídica para não ter comparecido. Em não havendo, a gente vai tomar as providências cabíveis", disse Benones.

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