Flordelis teria dado a senha para a execução do pastor


Deputada federal Flordelis (PSD) e a emoção no dia em que prestou depoimento na delegacia (Reprodução)

Um código usado pela deputada federal Flordelis (PSD) teria sido a senha para a filha adotiva Marzy Teixeira da Silva, presa na segunda-feira (24), dar início ao plano de execução de seu marido, pastor Anderson do Carmo, na manhã do dia 16 de junho de 2019, na garagem da casa onde moravam, no bairro de Pendotiba, em Niterói. Os investigadores da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Maricá descobriram que, às 3h03 da madrugada do dia do crime, a pastora Flordelis enviou uma mensagem para Marzy: "Oito e quinze me chama", escreveu. Anderson, segundo a polícia, foi assassinado com 30 tiros meia hora depois.

De acordo com o inquérito, o pastor foi morto por questões financeiras e poder na família. Ele controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, atualmente rebatizado Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Entenda o caso:

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Investigadores disseram ter evidência pelo celular que Marzy teria acionado Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis e apontado como autor dos disparos que mataram o pastor. Santos foi preso no velório do padrasto.

Após o crime, Flordelis afirmou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto em um assalto. Ela responderá por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), tentativa de homicídio (pelas quatro tentativas de envenenamento), falsidade ideológica, associação criminosa e uso de documento falso. Seis filhos, entre biológicos (3), adotivo (1) e afetivos (2), além de uma neta afetiva e mais duas pessoas, estão presos pelo crime.

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