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Flordelis vai alegar ao júri abusos e violência de pastor


(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza começa a ser julgada nesta segunda-feira (7), a partir das 9h. Ela é acusada de ser a mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, e vai ser julgada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado (envenenamento da vítima), associação criminosa armada e uso de documento falso. Além da pastora, três filhos e uma neta dela também estarão no banco dos réus, na 3ª Vara Criminal de Niterói.


Presa desde agosto do ano passado, Flordelis, outras rés e testemunhas pretendem levar ao plenário acusações de violências físicas e sexuais cometidas por Anderson.


Em um vídeo feito na última semana na penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e obtido pelo Extra, a ex-deputada cassada relata em detalhes para seus advogados episódios de relações sexuais forçadas que teriam sido cometidas pelo pastor.


Flordelis também afirma que, além dos abusos, sofria violência física. Segundo ela, os episódios chegaram a cessar por um tempo, no entanto, o pastor teria voltado a agredi-la, dessa vez, durante o sexo.


"Ele me batia e não era pouco. Depois parou. Então, eu achava que as outras coisas também iam parar. Ele ficou um tempo tranquilo. Não sei o que deu na cabeça dele, que começou a me judiar. Mas ele só me judiava na hora de relação sexual. Nessa hora que eu pedia a Deus. Chegava em casa e pedia que ele estivesse cansado para não transar (...) Ele só conseguia ter orgasmo se me judiasse, se me machucasse", afirmou Flordelis, chorando.


"Às vezes eu estava dormindo (...) Já acordava com ele em cima de mim. Não adiantava eu falar não pra ele. Quanto mais eu falava não, ele se excitava ainda mais."


"Era muita dor. Eu ficava uns dois, três dias sentindo dor", prossegue Flordelis no vídeo.


A ex-deputada sempre alegou inocência e reitera que não teve envolvimento com morte do marido. Na vídeo, ela afirma que jamais faria mal ao pastor. A ex-parlamentar, em uma eventual condenação, pode ter a pena reduzida caso a defesa peça aos jurados o reconhecimento do chamado homicídio privilegiado.


"Vamos levar aos jurados a realidade do que acontecia e que precisa ser exposto. Seja pelo intermédio de testemunhas e da própria acusada no seu interrogatório. Os jurados, para tomarem uma decisão justa, precisam ter subsídio probatório" afirma Rodrigo Faucz, um dos advogados da ex-deputada.


O advogado da família de Anderson contesta as acusações e pontua que esta tese de que o pastor cometia abusos chegou a ser levantada no início das investigações por um dos filhos biológicos de Flordelis, ao admitir que atirou na vítima. No entanto, isso não foi confirmado por integrantes da família ouvidos pela Polícia Civil e os supostos abusos não foram comprovados.

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