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Flávio Bolsonaro entra no radar da CPMI do INSS por ligação com núcleo das fraudes


(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Por Lorenzo Santiago

(Do Brasil de Fato)

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entrou no radar da CPMI que investiga os desvios no INSS. Ele pode ser convocado em um requerimento apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) para comparecer à comissão e explicar seus vínculos com o núcleo comandado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, indicado como um dos principais articuladores dos desvios.


O vínculo entre Flávio e os desvios se daria por meio de Letícia Caetano dos Reis. Ela é administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia desde 16 de abril de 2021, quando a companhia foi aberta. O escritório onde funciona a empresa foi registrado no mesmo endereço da mansão comprada pelo senador em março daquele ano. O imóvel é avaliado em R$ 5,97 milhões.


Em entrevistas, Letícia disse ter sido indicada para ser administradora do escritório pelo advogado Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio Bolsonaro e pessoa influente em Brasília entre os políticos. Uma reportagem do portal Metrópoles mostrou que, também em 2021, Willer chegou a promover uma festa de aniversário que teve Flávio como convidado, além de outros líderes da direita de Brasília: o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio, e o ex-governador do DF, José Roberto Arruda.


A suspeita é de uma relação entre Flávio e o núcleo de Antonio Carlos Camilo Antunes, já que seus sócios são irmãos.


Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, indicado pela Polícia Federal como sócio do Careca do INSS. Ele é tido pela PF como o principal operador das fraudes por meio da empresa Camilo & Antunes Limited, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa teria comprado quatro imóveis de 2024 que, somados, valem R$ 11 milhões. A corporação suspeita de que essa empresa seja uma offshore feita para blindar bens comprados de maneira ilegítima ou incompatíveis com a renda declarada.


Alexandre também é contador do Instituto Modal e sócio de diferentes empresas com o nome VOGA. Entre seus sócios está Paula Batista dos Reis, investigada pela PF por movimentar R$ 8,1 milhões de maneira suspeita.


O requerimento de Rogério Correia pede não só a convocação de Flávio e Letícia, mas também a quebra do sigilo bancário e fiscal da sócia do filho mais velho de Jair Bolsonaro. Segundo o requerimento, o objetivo é identificar movimentações atípicas e recebimento de valores de pessoas e empresas investigadas.


Os requerimentos serão votados nesta quinta (5), quando serão retomados os trabalhos da CPMI que investiga os desvios. Segundo o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, a ideia é ter ainda 13 sessões antes de votar o relatório no final de março.

 
 
 
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