Flávio, fujão, trai o próprio pai e prefere Bolsonaro na prisão

Por Luiz Augusto Erthal
Flávio Bolsonaro, o fujão, reapareceu na noite desta sexta-feira, 31, em uma live postada na sua conta do Instagram desde os Estados Unidos, para onde se evadiu - desobedecendo a intimação da Justiça brasileira para entegar os seus passaportes - após perder as eleições presidenciais do último dia 25 para o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em um levante histórico do povo brasileiro contra o fascismo e em defesa da soberania nacional.
Visivelmente nervoso, incongruente, contraditório em sua narrativa desconexa sobre a fuga do Brasil, empreendida na última terça-feira, organizada pela CIA com o apoio do governo argentino de Javier Milei, conforme as evidências que vêm sendo reveladas pela imprensa nos Estados Unidos, na Argentina e no Brasil, ele falou sem invocar o título de "presidente eleito" do "Brazil" (sic), conforme se auto-proclamou na primeira versão de uma carta divulgada após pousar em território norte-americano, desembarcando de um jatinho cuja viagem custou, segundo revelado esta noite pelo Jornal Nacional, da TV Globo, cerca de R$ 800 mil.
A par das chorumelas infundadas de que teria sido vítima de uma fraude eleitoral, a grande indignação demonstrada por ele foi, surpreendentemente, em relação a uma suposta articulação política que poderia livrar o seu pai, Jair Bolsonaro, da prisão a que foi condenado por articular a tentativa de golpe de estado, depois de também perder as eleições presidenciais de 2022 para o presidente Lula.
Flávio condenou o que seriam as movimentações no âmbito do Senado para transformar "a liberdade de Jair Bolsonaro em moeda de troca", referindo-se a articulações políticas em torno da recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado na eleição que haverá em janeiro do próximo ano. Enfatizando que "o Congresso, mas principalmente o Senado Federal, será a nossa principal trincheira", Flávio afirmou enfaticamente que o senador Rogério Marinho (PL/RN), coordenador da sua campanha derrotada à presidência, "é o nosso candidato a presidente do Senado".
Considerando a veracidade das articulações conduzidas por Alcolumbre para a sua reeleição, envolvendo a promessa de indulto para Jair Bolsonaro como aceno para as bancadas de direita e de centro, isso significa que para Flávio o controle político do Senado é mais importante do que a liberdade do próprio pai. O pai que, segundo relatou na live desta noite, se despediu na segunda-feira do filho fujão, que o fora visitar em sua prisão domiciliar, "com lágrimas nos olhos".









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