Ameaçado por Trump, Tik Tok assina acordo com Oracle


Depois das ameaças de banimento do Tik Tok, Donald Trump, presidente dos EUA, aprovou o acordo para a Oracle operar o aplicativo de compartilhamento de vídeo chinês dentro dos Estados Unidos. A empresa de software Oracle venceu vários outros candidatos, incluindo a Microsoft, para adquirir as operações do aplicativo da chinesa ByteDance.

"Posso dizer que dei a minha bênção ao acordo", disse Trump aos repórteres no sábado (19). "Eu aprovei o acordo em conceito".

De acordo com Trump, a multinacional de lojas Walmart também participará do acordo. Este prevê a criação de uma nova empresa, com sede no estado do Texas, que assumirá as operações do TikTok nos EUA e continuará sendo de propriedade majoritária do grupo tecnológico chinês. O presidente norte-americano também disse que o acordo incluiria uma doação de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) para um programa de educação.

Mais tarde, a TikTok confirmou o acordo proposto, acrescentando que a Oracle será a fornecedora de tecnologia, e a Walmart uma parceira comercial.

Após a notícia, o Departamento de Comércio dos EUA adiou a ordem para remover o TikTok das lojas de aplicativos da Apple e do Google por uma semana.

Trump disse anteriormente aos jornalistas que não estava pronto para assinar o acordo TikTok-Oracle porque ainda não o tinha visto, citando também preocupações de segurança, e acrescentando que também estava revendo outras opções da Casa Branca sobre o TikTok.

Tal qual o Twitter e o Facebook

Na semana passada, a mídia informou que a Oracle iria operar o TikTok nos EUA, vencendo a Microsoft em um acordo de alto nível para salvar a nova estrela de mídia social, que foi apanhada em meio a um impasse geopolítico.

O presidente acusou o aplicativo chinês de fornecer a Pequim dados pessoais de cidadãos norte-americanos, dando um prazo até 12 de novembro para que a empresa encontrasse um parceiro adequado nos EUA ou, caso contrário, seria fechada.

Em resposta, a ByteDance, proprietária do TikTok, entrou com uma ação judicial contra a medida, dizendo que não tinha outra escolha senão proteger seus direitos contra a ordem executiva de Trump e a alegação de que era uma ameaça à segurança nacional do país.

A empresa acrescentou que as exigências do presidente dos EUA não tinham nenhuma relação com qualquer preocupação cabível de segurança nacional, e serviam apenas para destacar a falha em proporcionar um processo adequado exigido por lei.

Em agosto, a consultora de inteligência e segurança global Soufan Group afirmou em um relatório que o TikTok ameaça a privacidade pessoal, coletando dados como a localização dos usuários e listas de contatos telefônicos, mas que o mesmo pode ser dito de aplicações baseadas nos EUA como o Twitter e o Facebook. Por isso, o "perigo claro e presente aos interesses de segurança nacional dos EUA" tem sido exagerado, indica o relatório.


Com Agência Sputnik

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