Funcionários dos Correios entram em greve na terça

Atualizado: 1 de Ago de 2020


Os planos de privatização do governo Bolsonaro e o corte de benefícios foram o estopim para decretação de greve dos 100 mil funcionários dos Correios que começará na próxima terça-feira (4). A direção da estatal pretende pretende levar o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para evitar a paralisação, aprovada por toda a categoria através dos 31 sindicatos ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correros e Telégrafos e Similares (Fentect).

Com a mobilização, os funcionários afirmam que poderão impedir o corte de benefícios, como o adicional de férias de 70% , redução no valor do ticket alimentação, redução da remuneração referente às férias, redução do tempo de licença maternidade, entre outros pontos ameaçados pelo governo.

A alegação do governo é que estes benefícios ficaram fora da realidade diante do contexto da atual pandemia do novo coronavírus e os cortes poderiam propiciar uma economia de R$ 600 milhões. Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende incluir os Correios no plano de privatizações do governo Jair Bolsonaro já no próximo ano.

De acordo com reportagem da CNN Brasil, a empresa estatal disse que a circulação de informações erradas provocou "confusão nos empregados” e espera por uma baixa adesão.

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