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Fux toma posse como presidente do Supremo


Jair Bolsonaro na posse de Luiz Fux, novo presidente do Supremo Tribunal Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro Luiz Fux assumiu nesta quinta-feira (10) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) para um mandato de dois anos, defendendo a harmonia entre os Poderes e repudiando agressões à democracia. "Aos meus colegas Ministros do Supremo Tribunal Federal, de ontem, de hoje e de sempre, presto a profissão de fé de que não economizarei esforços para manter a autoridade e a dignidade desta Corte, conjurando as agressões lançadas pelos descompromissados com a pátria e com o povo do nosso país", disse o novo presidente da Suprema Corte, que substituiu Dias Toffoli.

No comando do STF, caberá a Fux decidir quais processos serão julgados pelo plenário da Corte, composta por 11 ministros e onde ocorrem as decisões de maior impacto na sociedade.

Fux tem um passado de polêmicas, como a de que pressionou juristas do Tribunal de Justiça do Rio para que a juíza Mariana Fux, sua filha, fosse nomeada desembargadora aos 35 anos de idade sem comprovada experiência jurídica, e a decisão que garantiu por quatro anos o pagamento de auxílio moradia para todos os juízes e promotores.

O caso mais marcante, no entanto, se refere à forma como Fux teria conseguido sua nomeação para o STF por Dilma Rosseff. Segundo relatos, Fux teria prometido “matar no peito” as ações que viessem ocorrer contra o governo petista. Vazada a informação, Fux, ao contrário, atuou pela condenação de líderes petistas no julgamento do Mensalão e, mais tarde, pelo impeachment da própria Dilma, que lhe confiou o cargo para proteger e garantir o cumprimento da lei e da Constituição.

Com alguns anos de atraso, porém, Fux, como presidente interino do STF, na ausência de Toffoli, “matou no peito”, aí sim: determinou a suspensão das investigações sobre as movimentações financeiras do ex-assessor da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz, no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

Fux já foi alvo do gabinete do ódio, mas não depois dessa matada no peito. E nem de longe apanhou nas redes bolsonaristas de fakenews como Toffoli, Mendes, Lewandowsky, Moraes e ainda alguns outros ministros que fazem parte do STF.

"In Fux, we trust" (Em Fux, nós confiamos) foi uma frase revelada das conversas dos procuradores da Lava Jato de Curitiba, através de mensagem de aplicativo tornada pública pela Vaza Jato, enquanto se referiam ao apoio de Fux.

Resta saber como será Fux no período como comandante da Corte Suprema.

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