Gasoduto russo permanecerá fechado até suspensão das sanções


(Foto: Sputnik/Sergei Subbotin)

O governo da Rússia anunciou que as questões técnicas com o fornecimento de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1 (Corrente do Norte 1) permanecerão até que o Ocidente levante as sanções impostas à Rússia devido a operação especial na Ucrânia. O anúncio oficial foi feito por Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin.


Em 31 de agosto, a empresa estatal de energia Gazprom cessou completamente o fornecimento de gás através do gasoduto.


Embora inicialmente o Nord Stream 1 devesse retomar o bombeamento de gás na sexta-feira (2), a gigante russa de energia anunciou que o gasoduto permaneceria fechado por tempo indeterminado devido a problemas técnicos.


"Problemas nas entregas [de gás] surgiram devido a sanções que foram impostas ao nosso país e a várias empresas por países ocidentais, incluindo a Alemanha e o Reino Unido. Não há outras razões por trás dos problemas de fornecimento", observou Peskov.


O porta-voz do Kremlin também afirmou que não é culpa da Gazprom que "os europeus tomem uma decisão completamente absurda de se recusarem a prestar o serviço de manutenção ao seu equipamento, ou mais precisamente a equipamento que pertence à Gazprom, mas a que eles [europeus] deveriam efetuar manutenção de acordo com contrato, a culpa é dos políticos que tomaram a decisão sobre as sanções".


Peskov ressaltou que todas as operações do Nord Stream 1 dependem de "um equipamento que precisa de manutenção importante".


Os altos custos da energia já forçaram algumas indústrias europeias, incluindo fabricantes de fertilizantes e alumínio, a reduzir a produção e levaram os governos da UE a gastar bilhões de euros em esquemas para ajudar as famílias.


A fala de Peskov foi a posição mais dura até agora do Kremlin de que a União Europeia reverta suas sanções em troca da Rússia retomar as entregas de gás ao continente.


O gasoduto Nord Stream 1, construído sob o mar Báltico conectando a Rússia e a Alemanha, historicamente já forneceu cerca de um terço do gás consumido na Europa, mas atualmente operava com capacidade reduzida em 20% antes de ter os fluxos totalmente interrompidos na semana passada para manutenção.


O gás russo que está sendo fornecido via Ucrânia, outra rota importante, também foi reduzida, deixando a UE em maus lençóis e em busca de meios alternativos para reabastecer as instalações de armazenamento de gás durante o inverno. Vários estados alemães acionaram planos de emergência que podem levar ao racionamento de energia e à elevação das perspectivas de recessão.


"A oferta [de gás] é difícil de encontrar, sendo cada vez mais complexo substituir o gás que vinha da Rússia", disse Jacob Mandel, associado sênior de commodities da Aurora Energy Research, citado pela Reuters.


Os altos custos da energia já forçaram algumas indústrias, incluindo fabricantes de fertilizantes e alumínio, a reduzir a produção e levaram os governos da UE a gastar bilhões de euros em esquemas para ajudar as famílias.


Preço sobe 30%

O preço do gás na Europa subiu cerca de 30% nesta segunda (5), depois que a Rússia afirmou que um dos seus mais importantes gasodutos (o Nord Stream 1) para a Europa vai ser fechado por tempo indeterminado, suscitando mais uma vez o medo nos europeus da falta de gás durante o inverno no Hemisfério Norte.


Antes do anúncio de Moscou, o gás contratado para outubro nos Países Baixos havia baixado para 256 euros, mas na sexta-feira subiu 23% e, em um ano, já teve um aumento de quase 400% em relação ao ano passado.


O aumento de preços deste ano atingiu os consumidores já em dificuldades e forçou algumas indústrias a parar as produções.


A Europa acusou a Rússia de usar o fornecimento de energia como arma em retaliação às sanções ocidentais impostas a Moscou após o início da operação na Ucrânia. A Rússia diz que o Ocidente lançou uma guerra econômica e que as sanções dificultaram as operações dos oleodutos.



Com a Sputnik

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