Gasolina e diesel ficam mais caros a partir deste sábado


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel. Os novos valores passam a vigorar a partir deste sábado (18).

A empresa informou que o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. O último ajuste ocorreu em 11 de março, há 99 dias.

Para o diesel, o reajuste ocorre pouco mais de um mês (39 dias) depois do aumento anterior. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último ajuste ocorreu no dia 10 de maio.

O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, não sofreu reajuste. Em nota para divulgar os aumentos, a Petrobras afirmou que tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

Bolsonaro tenta se desvincular

Após o anúncio feito pela direção da Petrobrás, o presidente Jair Bolsonaro (PL), como se não tivesse nenhum papel a cumprir em relação às regras da empresa, foi ao Twitter para criticar a Petrobrás pelo novo aumento de combustíveis.

"O Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais", postou o presidente, que, ao assumir o governo em janeiro de 2019, deu continuidade à política de preços adotada por Michel Temer logo após o golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

Num discurso eleitoreiro, Bolsonaro citou uma possível greve dos caminhoneiros: "A Petrobrás pode mergulhar o Brasil num caos. Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo", tuitou Bolsonaro, como se não fosse ele o responsável pela nomeação do presidente e diretores da empresa.

Ainda que tente se desvincular da responsabilidade pelos preços exorbitantes dos combustíveis no Brasil, os fatos demonstram que Bolsonaro não esclarece a verdade.

De acordo com publicação do Globo, todos os seis conselheiros da Petrobrás indicados por Bolsonaro, que formam maioria no colegiado de 11 conselheiros, votaram pelo novo reajuste nos preços.

A política de preços da Petrobrás, que atrela o preço dos combustíveis no Brasil ao dólar e ao mercado internacional, segue favorecendo os acionistas privados da companhia, em grande parte estrangeiros, e também o caixa do próprio governo federal, que multiplicou a arrecadação com tantos aumentos baseados no preço de paridade internacional.

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