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Genocídio: Israel admite que mais de 70 mil palestinos morreram em Gaza


Tendas de deslocados lotam a faixa costeira da Cidade de Gaza (Foto: ONU News)
Tendas de deslocados lotam a faixa costeira da Cidade de Gaza (Foto: ONU News)

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta quinta-feira (29) que mais de 70 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza durante a guerra iniciada em 2023 no enclave. Os números, apresentados pela primeira vez pelas autoridades de Tel Aviv são similares aos divulgados pelo Ministério da Saúde palestino - de 71.667 mortos. Entidades internacionais, como as Nações Unidas, sempre consideraram os números da instituição vinculada ao Hamas, em geral, como confiáveis.


Estudos independentes e levantamentos da mídia com base em dados parciais das próprias forças de Israel, estimam que cerca de 70% a 80% dos mortos sejam civis - a maioria de mulheres e crianças.


O conflito, iniciado em outubro de 2023, teve cessar-fogo decretado em 10 de outubro do ano passado. Como parte do acordo, Israel e Hamas concordaram em realizar a devolução de corpos de palestinos e israelenses que estavam sob posse de ambos os lados.


Apesar do cessar-fogo, o território palestino segue em profunda crise humanitária, com a infraestrutura destruída, milhares de deslocados e acesso limitado da população a alimentos e suprimentos.


O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, em novembro de 2024, mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da defesa Yoav Gallant por suposta responsabilidade criminal em crimes de guerra, incluindo o uso da fome como método de guerra em Gaza.


A Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio define como genocídio a prática dos atos listados no seu artigo 1: homicídio, lesão grave, destruição por condições de vida, impedimento de natalidade e transferência forçada de crianças - com a intenção de destruir, parcial ou integralmente, um grupo marcado por características nacionais, étnicas, raciais ou religiosas protegidas. Trata-se de um crime internacional que atinge não apenas as vítimas diretas, mas a existência de um povo ou comunidade, configurando-se como a mais grave afronta à dignidade humana.

 
 
 

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