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TV Globo expõe gabinete do ódio e complica Bolsonaro

  • 3 de ago. de 2020
  • 2 min de leitura

As revelações feitas pelo programa Fantástico, da Globo, no último domingo (2), sobre como o gabinete do ódio funcionava dentro do Palácio do Planalto, podem ser suficientes para a instauração de um processo de cassação de mandato, avaliam líderes da oposição. A reportagem mostrou detalhes sobre como as páginas na internet com conteúdo bolsonarista removidas pelo Facebook manipulavam as discussões na rede, disseminavam fakenews e atacavam adversários da família Bolsonaro.

"Fake news não é liberdade de expressão. É um crime que Bolsonaro transformou em política de governo p/ viabilizar seu projeto golpista. O alvo não é a oposição, é a democracia. É urgente que a Justiça autorize a quebra dos sigilos fiscais e telefônicos desse bando", disse o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) em sua rede social.

"Matéria do Fantástico apresenta provas do Facebook, de que o gabinete do ódio funcionava dentro do Planalto e que as fake news foram difundidas nas eleições de 2018 por Bolsonaro. Isso caracteriza crime de responsabilidade e são provas suficientes para a cassação da chapa", aponta o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

"Fantástico.Reportagem c/testemunho do diretor do Facebook aponta que Bolsonaro é o chefe da fábrica de difamação e fake news.Eduardo,Flávio, Tércio Arnaud e/assessores pagos c/$ público multiplicam mentiras.São crimes para cassar a chapa Bolsonaro/Mourão e prender estes criminosos", disse ainda Ivan Valente (Psol-SP).

A reportagem mostrou parte do conteúdo das contas e evidenciou a proximidade entre assessores que se fingiam de "jornalistas" com o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e deputados bolsonaristas. Entre os administradores dos perfis está o assessor especial do presidente, Tércio Tomaz, que trabalha no Palácio do Planalto. Além de uma conta pessoal, o assessor mantinha outras duas, anônimas, chamadas de Bolsonaro News.

Desde 2018

O histórico das postagens mostra uma série de fakenews que começa nas eleições de 2018. Na campanha presidencial, a página Bolsonaro News afirmou que a candidata Marina Silva defendia a legalização do aborto, o que não era verdade. Contra Fernando Haddad, as postagens são das mais variadas, misturando críticas, desinformação e fakenews, como a que vincula o petista a um inexistente kit gay, largamente difundido também pelo então candidato Jair Bolsonaro para atacar seu principal adversário na corrida eleitoral.

No dia 8 de julho, o Facebook derrubou uma rede de distribuição de fake news e perfis falsos ligada aos gabinetes de Jair Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e dos deputados estaduais bolsonaristas Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos (PSL-RJ). O Fantástico destacou o papel de cada um deles.

 
 
 

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