Covid: governador bolsonarista perde feio para prefeitos


Medidas integradas contra a pandemia: prefeito Axel Grael, de Niterói, recebe o do Rio, Eduardo Paes (Reprodução)

Demonstrando despreparo para governar o estado do Rio de Janeiro, o governador em exercício Cláudio Castro se viu obrigado a mudar em menos de 24 horas a sua postura arrogante contra as medidas mais duras de combate à pandemia adotadas pelas prefeituras do Rio e de Niterói. Bastou que lhe chegasse aos ouvidos a informação de que sua atitude não só desagradou o Parlamento fluminense como o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Rio já se preparavam para derrubar qualquer decisão sua contrária à autonomia de prefeituras de tomarem medidas mais restritivas, como o fechamento de bares e restaurantes. No fim da noite de segunda-feira (22), em uma edição extra do Diário Oficial do estado, Castro prorrogou por 14 dias um decreto que já previa normas estaduais de prevenção, mantendo a autonomia dos municípios. De acordo com o artigo, no caso de conflito entre as regras de estado e municípios, valerão as que as prefeituras tiverem instituído. Além das regras para bares e restaurantes, a mudança estabelece a interrupção de aulas presenciais, nas redes pública e privada, também por 14 dias.

Derrota humilhante do bolsonarismo, que ainda provocou comentário de uma experiente raposa do Palácio Tiradentes: 'Depois dessa, Castro deixou [Jair] Bolsonaro mais uma vez mal na fita e ainda se tornou menor do que era quando assumiu interinamente no processo de impeachment [de Wilson Witzel]".

Falta de leitos

O vexame ocorreu em meio a uma situação crítica no sistema de saúde em quase todo o estado do Rio de Janeiro. Um painel da própria Secretaria Estadual de Saúde indica que 18 municípios fluminenses estão com 100% de ocupação em seus leitos de tratamento intensivo (UTI) para Covid-19. Entre as cidades com UTIs lotadas, figuram algumas com considerável número de leitos, como Petrópolis (77 leitos), Vassouras (50), Bom Jesus do Itabapoana (45) e Teresópolis (23).

Há ainda municípios grandes que estão com mais de 90% dos leitos de Covid-19 ocupados, como Volta Redonda, que tem 158 leitos e está com ocupação de 91%, e Duque de Caxias: 110 leitos e taxa de ocupação de 95%.

Na capital, segundo informações de segunda-feira (22), 83% de seus 744 leitos de UTI para Covid-19 estão ocupados.

Em todo o estado, 493 pacientes aguardavam vagas em leitos de UTI até esta segunda.

Sete dos 92 municípios do estado estão com risco muito alto para a Covid-19: Itaguaí, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Duque de Caxias. Outras 39 cidades estão com risco alto, entre elas, Rio e Niterói.

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