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Governador exonera cúpula do Rio Metrópole após prisão de três

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

(Divulgação)
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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou nesta quarta-feira (22) toda a cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM), alcançando o ex-presidente da autarquia, Davi Perini Vermelho, o Didê; e os ex-diretores Mauricio Silva Knoploch dos Santos - pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) - e o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno. Os três foram presos há duas semanas durante operação do Ministério Público do Rio (MP-RJ). Ao todo, foram exonerados.30 ocupantes de cargos comissionados.


As exonerações ocorrem como desdobramentos da Operação Ouroboros, deflagrada pelo MP-RJ em 9 de julho, contra um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa que movimentou ilegalmente cerca de R$ 86 milhões em contratos do Rio Metrópole.

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Também foi determinada nesta quarta a suspensão do pagamento de contratos em andamento até a conclusão de uma auditoria interna, produzida por um grupo de trabalho com representantes do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O grupo terá prazo de 30 dias para analisar os contratos e apresentar as conclusões.


A autarquia do governo estadual tem funções como elaborar projetos nas áreas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação.


As mudanças ocorrem desde que o secretário de Estado de Governo e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, assumiu interinamente a presidência do IRM.


Operação

Ao todo, o Ministério Público estadual denunciou 11 pessoas à Justiça, pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos.


De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram “contratos milionários” firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar os recursos públicos.


Além de Didê, estão presos o ex-diretor de Planejamento e Projetos do IRM Maurício Silva Knoploch dos Santos, também integrante da Comissão Técnica de Licitação, e o ex-diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM, delegado Franquis Dias Nepomuceno.


Ambiente voltado à corrupção

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro (MPRJ), Antonio José Campos Moreira, afirmou após a operação que há um ambiente institucional no estado voltado à corrupção.


"Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso estado passa há décadas. Inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção, disse Moreira.


Segundo ele, a investigação no Rio Metrópole envolve contrato no valor de R$ 80 milhões. "Outros casos, de superlativa gravidade, também estão sendo objeto de investigação".


Para o procurador, o atual momento de integração institucional favorece o combate às irregularidades nas estruturas do estado.


"Há hoje, no estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, magistrado de carreira. Isso tem possibilitado atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições, no sentido de investigar crimes e atos de improbidade administrativa", afirmou.


Com a Agência Brasil

 
 
 

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