Governadores pedem ajuda humanitária à ONU por kit intubação


(Foto: Paulo Schueler/Fiocruz)

Governadores de todo o Brasil pediram "ajuda humanitária" à Organização das Nações Unidas (ONU) para a compra de vacinas contra a Covid-19 e de remédios e sedativos para o chamado kit intubação. O pedido foi feito em nome do Fórum dos Governadores, grupo criado para traçar ações conjuntas de combate ao coronavírus, por meio de videoconferência com a secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohamed.

"São 11 estados em que pacientes estão internados e faltam analgésicos, sedativos, em alguns lugares oxigênio. Ou seja, há necessidade de a ONU dar essa ajuda humanitária nessa direção", afirmou, em entrevista coletiva após a reunião, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador dos temas ligados à vacina no fórum.

Segundo Dias, o ideal era que o governo federal se reunisse com a ONU por mais vacinas e remédios, já que tem uma estrutura diplomática.

Porém, ele explica que, como o governo não se mobilizou neste sentido, os governadores resolveram tomar a iniciativa.

"Desde o começo, nós colocamos claramente: 'Nós queremos o presidente da República, queremos o ministro da Saúde na coordenação nacional'. O que esperamos? O presidente da República fazer essa relação. Por que nós estamos indo à ONU? Porque o presidente da República, que era para ir, não foi. Nós estamos buscando", disse o governador.

Os governadores enviaram à secretária da ONU uma carta com cinco pontos para a entidade ajudar o país no combate à pandemia. O primeiro deles é que seja cumprido o cronograma do consórcio internacional COVAX Facility na distribuição de imunizantes.

Além disso, o grupo pediu que a ONU dialogue com a União Europeia, a Índia e a China para que o Brasil tenha prioridade na entrega de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para novas vacinas e que atue junto à AstraZeneca e ao laboratório chinês Sinovac para antecipar a produção do composto no Brasil.

O fórum também solicitou que a ONU atue para que os Estados Unidos vendam ou emprestem as vacinas da AstraZeneca que possuem estocadas e que a entidade ajude o Brasil a obter medicamentos e sedativos utilizados para a sedação e intubação de pacientes.

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