Governo Bolsonaro anuncia compra de vacina chinesa


(Governo do Estado SP)

Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro colocar em dúvida a eficácia da vacina chinesa e a parceria com o governo de São Paulo para a sua produção, o governo federal anunciou nesta terça-feira (20) a compra de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

O investimento até janeiro será de R$ 2,6 bilhões e a vacina será incluída no calendário nacional de vacinação para todo o país. O anúncio foi feito durante reunião do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com 24 governadores.

Na segunda-feira, falando para seus apoiadores na porta do Palácio do Planalto, sem citar o nome do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro disse que tem um governador que quer ser "médico do Brasil". E colocou em dúvida a eficácia da vacina chinesa, fazendo o seguinte comentário: “Tem que ter comprovação científica. O país que está oferecendo essa vacina tem que primeiro vacinar em massa os seus antes de oferecer para outros países”, disse, e ainda acrescentou: “Muita coisa assim você só consegue vender para outros países depois de usar em seu país e comprovar sua eficácia”.

A Coronavac integrará o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do SUS, responsável no Brasil pelas campanhas de vacinação. A expectativa é de que a vacinação tenha início no primeiro semestre de 2021.

Anteriormente, o governo federal previa ter 140 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre do ano que vem, sendo 100 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, e outras 40 milhões por meio da iniciativa COVAX, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A vacina Coronavac vem sendo defendida pelo governo de São Paulo, que negociava há semanas o investimento anunciado para as doses. O governo paulista já havia afirmado que caso não houvesse acordo faria a distribuição por conta própria. Na semana passada, o Ministério da Saúde chegou a divulgar um calendário de vacinação sem a inclusão da vacina chinesa, que está em fase avançada de testes.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil é o segundo país com mais mortes causadas pela Covid-19, com mais de 154 mil óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos, que acumulam 220.649 mortes atribuídas ao novo coronavírus.


Com Sputnik Brasil

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