Governo encerra pagamento do auxílio emergencial


(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Depois de sete meses de pagamento, a Caixa Econômica Federal concluiu neste domingo (30) o pagamento da rodada de 2021 do auxílio emergencial. Neste ano, segundo o governo, o benefício foi pago a 39,2 milhões de famílias, dos quais 23,9 milhões de trabalhadores informais, 10 milhões inscritos no Bolsa Família e 5,3 milhões inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Parte dessas pessoas deverá passar a receber o novo Bolsa Família do governo Jair Bolsonaro, agora chamado Auxílio Brasil - a ideia é aumentar o número de famílias de 14,7 milhões para 17 milhões a partir de novembro. Mas para pelo menos 22 milhões, não haverá mais ajuda. Isso, num momento em que quase 14 milhões de brasileiros estão desempregados.

O depósito da sétima e última parcela do auxílio emergencial terminou neste domingo, com o pagamento aos trabalhadores informais e inscritos no CadÚnico nascidos em dezembro. Na rodada de 2021, o benefício teve parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Após a sétima parcela, os trabalhadores informais e inscritos no CadÚnico deixam de receber o auxílio emergencial. Os inscritos no Bolsa Família serão migrados para o novo Bolsa Família, chamado Auxílio Brasil, previsto para começar em novembro.

As datas da prorrogação do benefício haviam sido anunciadas em agosto. O benefício começou a ser pago em abril.

O auxílio emergencial, que se encerraria em julho, foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas. Neste ano, o benefício foi pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020 e cumpria requisitos adicionais para ter direito à atual rodada.

Ao todo, a Caixa pagou 16 parcelas do auxílio emergencial em 2020 e 2021. Criado em abril do ano passado para ajudar a população vulnerável afetada pela pandemia de covid-19, o auxílio inicialmente seria de apenas R$ 200, defendido pelo governo Bolsonaro. A Câmara dos Deputados, entretanto, aprovou a lei determinando cinco parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). De setembro a dezembro de 2020, o Auxílio Emergencial Extensão pagou mais quatro parcelas com a metade do valor: R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).

O programa se encerrou no ano passado, mas foi retomado em abril deste ano por causa da segunda onda da pandemia de covid-19, com parcelas entre R$ 150 e R$ 375. A princípio seriam cinco parcelas, mas a lei que autorizou o auxílio emergencial em 2021 permitia a prorrogação por mais três parcelas de igual valor, o que acabou sendo feito.


Com a Agência Brasil

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