Governo ignora oferta de 18 milhões de vacinas do Butantan


(Divulgação/Instituto Butantan)

O Instituto Butantan enviou um ofício ao Ministério da Saúde na última segunda-feira (29) oferecendo três milhões de doses de vacinas contra a influenza e outras 15 milhões da CoronaVac. O ofício foi ignorado e não recebeu resposta do governo federal até a noite de sexta-feira (3).

De acordo com o presidente do Butantan, Dimas Covas, o ministério comandado por Marcelo Queiroga nunca procurou o instituto para comprar doses adicionais de CoronaVac além das 100 milhões já contratadas.

O ministro da Saúde argumenta que o imunizante desenvolvido pelo laboratório Sinovac, da China, possui “baixa efetividade” e não tem registro definitivo da Anvisa.

Em junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou o uso emergencial da CoronaVac. A vacina foi a sexta a receber essa aprovação pela entidade.

A OMS afirmou que a vacina "atende aos padrões internacionais de segurança, eficácia e de fabricação", e que "seus requisitos de armazenamento fáceis a tornam muito gerenciável e particularmente adequada para cenários de poucos recursos". A CoronaVac pode ser armazenada em temperatura normal de refrigeração (2ºC a 8ºC), que é a usada na cadeia de frio do Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro já fez diversos discursos críticos à Coronavac e chegou a atrasar o imunizante no início da produção, ao vetar a compra por questões políticas. O Butantan é administrado pelo governo de João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro.

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