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Governo publica regras que restringem publicidade de bets no país

  • há 4 minutos
  • 3 min de leitura

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.


As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.


Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:


• "Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência";


• "Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro";


• "Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento".


Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.


O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.


Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets.


Entre as principais vedações estão:


• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;


• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;


• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;


• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;


• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;


• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;


• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.


Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.


Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.


A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.


A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.


Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias. Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.


Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.


Conforme Durigan, a política do governo é "tolerância zero" com as bets ilegais.


A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.


Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.


As punições previstas incluem:


• multas de até 20% do faturamento da operadora;


• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;


• cassação da licença em casos de reincidência grave.


Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.


O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 
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