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Governo reduz previsão oficial do crescimento do PIB para 3%

  • 21 de nov. de 2023
  • 2 min de leitura

(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2023 foi reduzida de 3,2% para 3% pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Conforme previsões do Boletim Macrofiscal divulgado nesta terça-feira (21), a estimativa de inflação para o ano também foi reduzida.


A revisão do indicador aconteceu, segundo o Ministério da Fazenda, motivada pela expectativa de crescimento zero no PIB no terceiro trimestre. Anteriormente, a previsão era de uma alta de 0,1%. Ainda houve uma revisão da alta da atividade econômica para o setor de serviços no Brasil, que passou de 2,3% para 2,2%.


Já com relação ao quarto e último trimestre do ano, a perspectiva de governo ainda é de crescimento, principalmente por conta da manutenção do consumo das famílias provocada pelo aumento da massa de renda real do trabalho e das melhores condições de acesso ao crédito.


O setor agropecuário é o principal responsável pela alta do PIB brasileiro, em meio a uma expectativa de crescimento de 14%. Já a indústria deve avançar em 1,9%.


Conforme o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, houve uma melhoria significativa no mercado de crédito por conta do início da queda dos juros pelo Banco Central. "Tanto a concessão de crédito para pessoa física quanto para pessoa jurídica mostra uma recuperação. Do ponto de vista do mercado de capitais, a emissão de debêntures [títulos de empresas privadas] acelera a tendência de crescimento, aproximando-se das curvas de 2021 e 2022", declarou à Agência Brasil.


Expectativa de inflação

O governo prevê ainda que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação no país, tenha um recuo de 4,85% para 4,66% em 2023. O indicador está levemente abaixo da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, entre 1,75% a 4,75%.


Para o próximo ano, a estimativa para a inflação oficial subiu por causa do reajuste do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelos estados do Sul e do Sudeste, além de mudanças pequenas no cenário para o dólar e o preço das commodities.


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário-mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,04%, segundo a previsão da SPE, contra 4,36% previstos no boletim anterior, divulgado em setembro.

 
 
 

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