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Governo tentou encobrir R$ 16,5 milhões em joias para Michelle


(Reprodução)

Segundo reportagem do Estadão, o governo Bolsonaro tentou entrar no Brasil, de maneira ilegal, com joias de diamantes avaliadas em € 3 milhões, o equivalente a R$ 16,5 milhões. As joias seriam um presente do governo da Arábia Saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na época, a Petrobrás havia acabado de fechar negócio e vendido uma refinaria por US$ 1,8 bilhão (R$ 9,35 bilhões) para um grupo saudita.


Na tentativa de enganar o Fisco, as peças estavam escondidas em um estojo introduzido no interior de uma estátua dourada quebrada. Só que as joias foram descobertas pelo raio-x da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos (SP). Pelas leis do País, qualquer peça com valor acima de R$ 5 mil tem que ser declarada.


Após os agentes da Receita fazerem o confisco do valioso material, nos últimos meses de seu governo, Jair Bolsonaro teria tentado, ao menos quatros vezes, por meio de ofícios, reaver as joias apreendidas, sem sucesso. Um desses ofícios foi enviado em 28 de dezembro 2022, às vésperas do fim de seu governo, mas novamente houve uma negativa da Receita Federal.


Neste sábado (4), ainda como turista nos Estados Unidos, o ex-presidente tentou se explicar alegando que os objetos seriam analisados para incorporação "ao acervo privado do Presidente da República ou ao acervo público da Presidência da República", segundo a Folha de São Paulo.


Após o escândalo, a ex-primeira-dama foi às redes sociais para negar ser dona das joias de diamantes. Sem dar mais explicações, ela ainda tentou debochar da situação: "Quer dizer que 'eu tenho tudo isso' e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa impressa [sic] vexatória".


A tentativa de entrada no país com as joias sem serem declaradas aconteceu em outubro de 2021 e os artigos de luxo estavam na mochila de um militar, que à época era assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de acordo com a Folha. O "mimo" para a ex-primeira-dama se trata de um colar, um anel, um relógio e um par de brincos, todos feitos com diamantes, da grife Chopard, devidamente acompanhados de um certificado de autenticidade da marca.


O militar responsável pela mochila compunha a comitiva de Albuquerque, que esteve em Riad entre 22 e 25 de outubro de 2021, segundo sua agenda oficial. Nesse período, Bolsonaro estava no Brasil, onde participou de almoço na Embaixada da Arábia Saudita em Brasília no dia 25.


Segundo a reportagem, nas quatro tentativas frustradas para reaver os adornos, o governo Bolsonaro envolveu os ministérios da Economia, Minas e Energia e Relações Exteriores e o próprio gabinete do então presidente.


Ao Estadão, Bento Albuquerque disse que a remessa era um presente para Michelle, mas afirmou desconhecer o conteúdo do estojo de joias. Procurado posteriormente pela Folha, Albuquerque negou que sua equipe tenha tentado trazer presentes caros destinados a Bolsonaro e a Michelle.


Além das matérias jornalísticas, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, noticiou nas redes sociais que o governo Bolsonaro tentou trazer ilegalmente colar e brincos de diamante para a ex-primeira-dama, e que os presidentes teriam sido dados na Arábia Saudita no final de 2021. Ele chegou a postar uma foto dessas joias, "A Petrobras havia acabado de vender uma refinaria por 1,8 bilhão de dólares para um grupo da Arábia Saudita", comentou o ministro. No vídeo postado por Pimenta, além das joias destinadas a Michelle, aparece também documento da Receita sobre a apreensão.

O ministro da Justiça e Segurança Pública de Lula, Flávio Dino, disse que vai acionar a Polícia Federal para investigar o caso.


"Fatos relativos a joias, que podem configurar os crimes de descaminho, peculato e lavagem de dinheiro, entre outros possíveis delitos, serão levados ao conhecimento oficial da Polícia Federal para providências legais. Ofício seguirá na segunda-feira", afirmou em postagem nas redes sociais.


O senador Humberto Costa (PT-PE) também afirmou que vai acionar a PF e o Ministério Público Federal (MPF) para que entrem no caso. "Isso cheira, no mínimo, a lavagem de dinheiro", escreveu nas redes sociais.

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