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Grécia proíbe partido de extrema-direita de concorrer ao parlamento

O Supremo Tribunal da Grécia proibiu o partido de extrema-direita Espartanos (Spartiates) de concorrer nas eleições para o Parlamento Europeu, admitindo 31 dos 46 partidos gregos que se candidataram a participar nas eleições, relatou a Agência de Notícias de Atenas-Macedônia (AMNA).

Nesta quarta-feira (24/4), o departamento político A1 do Supremo Tribunal publicou uma lista de partidos e coligações autorizados a concorrer nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, agendadas para 9 de junho.


A razão para a exclusão do partido Espartanos foi a acusação criminal de 11 de seus parlamentares, de acordo com a decisão. O Supremo Tribunal constatou que Ilias Kasidiaris, um dos líderes condenados do partido político proibido Aurora Dourada (Chrysi Avgi), era o verdadeiro líder dos Espartanos. Nesse sentido, acusações criminais foram previamente apresentadas contra 11 membros do parlamento.


O tribunal decidiu que os 11 parlamentares "na verdade ofereceram seu partido como uma cobertura para o novo partido político de Ilias Kasidiaris, ajudando-o a contornar as restrições eleitorais impostas pela lei eleitoral."


"O partido Espartanos 'substitui' o Aurora Dourada, e seu verdadeiro líder é Ilias Kasidiaris, condenado por liderar uma organização criminosa, que não muda sua retórica de ódio e ações violentas visando destruir as instituições democráticas", leu-se na decisão do tribunal.


O Supremo Tribunal disse que 31 partidos foram "autorizados" a participar nas eleições para o Parlamento Europeu, enquanto 15 não poderão participar. Exceto pelo partido Espartanos, os outros 14 partidos não pagaram a contribuição de 20.000 euros ($21.400) a tempo, conforme exigido pela lei eleitoral, e foram automaticamente excluídos das eleições.


A lista dos partidos autorizados a participar nas eleições inclui sete dos oito partidos parlamentares, assim como o partido Frente de Desobediência Realista Europeia (MeRA25) liderado pelo ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, o partido Frente Popular Unida (EPAM), que defende a melhoria das relações com a Rússia, o partido Democrates do ex-oficial sênior do PASOK Andreas Loverdos, e o partido Nova Esquerda criado por parlamentares independentes que deixaram o partido de oposição Syriza.


Após a decisão do tribunal, o partido Espartanos disse que "as forças das trevas tomaram conta do judiciário independente."


"No final, as forças das trevas, interesses entrelaçados [com bancos e empresas para ganhos ilegais] e o paraestado liderado por [o Primeiro-Ministro grego] Kyriakos Mitsotakis prevaleceram sobre o judiciário independente, que levou em conta evidências falsas e acusações falsas. Pela primeira vez na história, um partido parlamentar está sendo excluído das eleições por métodos cínicos, privando assim o povo do direito de expressar livremente sua vontade política", disse o partido em um comunicado na quarta-feira.


O partido ainda disse que Mitsotakis "veste a máscara de protetor da democracia contra seus inimigos, escondendo sob esta máscara insidiosa a verdade invertida: que os inimigos da democracia são ele próprio, seu partido e todas as forças do sistema pseudo-democrático." O partido Espartanos também disse que permanece "fiel aos preceitos de nossos ancestrais e não dará um único passo atrás em nossos princípios e valores."


Fonte: Sputnik

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