Grupo de extrema direita é expulso da Esplanada dos Ministérios


Militante bolsonarista é uma das últimas a deixar o acampamento dos "300" na Esplanada dos Ministérios (reprodução do Twitter)

O “maior acampamento contra a corrupção e a esquerda do mundo”, como se apresentam em vídeo através da líder do movimento, Sara Winter, foi rapidamente dissolvido hoje pela manhã com bombas de gás lacrimogêneo pela Polícia Militar do Distrito Federal. Os “300 do Brasil” - na verdade, umas cinco dezenas apenas - foram enxotados dos arredores da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde estavam acampados desde o início de maio.

Os arreganhos e ameaças de reação armada ficaram apenas nas bravatas anunciadas em redes sociais pelos militantes de extrema direita, acusados de organizar milícias paramilitares armadas (leia matéria da Agência Pública que compara os “300” a grupos neofascistas europeus). Eles não tiveram coragem de entrar em confronto com os homens da PM. O máximo que fizeram foi clamar por ajuda ao ídolo Jair Bolsonaro.

‘Tudo tomado à força! A militância bolsonarista foi destruída hoje. Presidente, reaja’, suplicou Sara Winter pelo Twitter. Mas, sem aparecer o socorro, a ação - que contou também com a participação de bombeiros e servidores da Agência de Fiscalização do DF - iniciada às 6 horas da manhã deste sábado (13) terminou em pouco tempo com a remoção de todas as barracas e a liberação do espaço público.

Foram retirados da Esplanada dois grupos, um - o de Sara Winter - que estava acampado ao lado do Ministério da Justiça, e o outro ligado aos ruralistas, que havia se colocado nas proximidades do Ministério da Agricultura. Eles deixaram o local chamando o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, de ditador e gritando os mesmos slogans de sempre contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.

O desmonte do acampamento já havia sido pedido pelo Ministério Público do DF, argumentando que os militantes bolsonaristas vinham sistematicamente desrespeitando as ordens de distanciamento social, em função da epidemia de coronavírus, impostas dentro do regime de calamidade pública.


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