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Guerra infantil: Trump proíbe TikTok da China


O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (31) que a rede social TikTok será proibida nos Estados Unidos.

Segundo o presidente norte-americano, a proibição poderá entrar em vigor a partir deste sábado (1º) e será implementada devido a "temores de segurança". Para isso, poderia recorrer a uma ordem executiva ou ao uso de poderes econômicos emergenciais.

"Quanto ao TikTok, vamos proibi-lo nos Estados Unidos [...] Bem, eu tenho autoridade para fazê-lo. Posso fazê-lo com uma ordem executiva ou com isso", disse o presidente, referindo-se ao uso de poderes econômicos de emergência.

Os planos para proibir as operações de redes sociais chinesas no território norte-americano surgiram após senadores republicanos terem sugerido que a China poderia interferir nas eleições presidenciais dos EUA por meio do TikTok, que é uma plataforma para publicação de vídeos musicais curtos.

Patriotismo disfarçado

Segundo fontes da agência Bloomberg News, a Microsoft estaria negociando a compra das operações americanas do TikTok. A decisão anunciada por Trump representa uma rejeição ao possível acordo entre a empresa fundada por Bill Gates e a companhia chinesa.

A empresa Bytedance comprou o app Musical.ly em 2017 e o fundiu ao TikTok, criando uma rede social popular que cresceu muito rapidamente nos EUA, sendo o primeiro aplicativo chinês a conquistar esse espaço.

A popularidade do TikTok passou a preocupar o mercado americano, e as autoridades criaram o discurso de que o governo chinês poderia usar o app para obter dados de cidadãos dos EUA.

Trump já havia dito, em julho, que pensava em banir o TikTok nos EUA, mas o discurso na época era outro. Dizia que seria em retaliação à maneira como a China "lidou com o coronavírus".

A guerra, na verdade, envolve principalmente o grande interesse do rival Facebook. Tanto que o executivo do TikTok, Kevin Mayer, na quarta-feira, rebateu as críticas, já denunciando o movimento do rival como um patriotismo disfarçado. "Vamos focar nossas energias na concorrência justa e limpa, a serviço de nossos consumidores, em vez de nos ataques malignos de nosso rival – o Facebook – que vêm disfarçados de patriotismo, com o objetivo de acabar com nossa presença nos EUA", disse, em rede social.

A ameaça de Trump de banir o TikTok ocorre semanas depois de "relatos" que chegaram à Casa Branca de que usuários do aplicativo não simpáticos a Trump teriam expressado opiniões negativas contra a sua sua reeleição e estimulado pessoas a não comparecerem a um comício do presidente estadunidense.


Com Sputnik Brasil

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