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Haddad: governo vai 'tirar granada do bolso' dos servidores


Ministro Fernando Haddad, da Fazenda (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira (7) que o governo federal vai "tirar a granada do bolso" dos servidores públicos concedendo ainda este ano reajustes para as categorias, após mais de quatro anos de congelamento salarial. A declaração foi feita durante a solenidade de reabertura da mesa de negociação permanente com o funcionalismo, no Palácio do Planalto.


"O objetivo aqui é tirar a granada do bolso de vocês", disse Haddad diante de representantes de 80 entidades sindicais, além de ministros do governo. A condução das negociações ficará a cargo da ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esthwer Dweck.


A citação à granada faz alusão à fala do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, durante a famosa reunião ministerial de 22 de abril de 2022, quando o ministro bolsonarista celebrou dois anos sem dar aumento para os servidores civis federais - diferentemente dos militares, privilegiados no governo passado. "Todo mundo está achando que estão distraídos, abraçaram a gente, enrolaram com a gente. Nós já botamos a granada no bolso do inimigo. Dois anos sem aumento de salário", disse Guedes à época.


"Aquela cena no Palácio do Planalto é uma das cenas mais vergonhosas que já vi na vida. Como alguém que está na chefia de um ministério tão importante diz que serviço público é inimigo a ser destruído, como se fosse inimigo de guerra?", criticou Haddad nesta terça-feira.


A intenção do novo governo, segundo Haddad, é conceder um reajuste ainda em 2023. A maior parte dos servidores está há seis anos sem reposição salarial, ou seja, desde o governo golpista de Michel Temer.


Mesa criada em 20003

A mesa foi originalmente instalada em 2003. Com a retomada, o governo federal promete voltar a liderar a construção de canais participativos, onde sejam tratados conflitos e demandas decorrentes das relações de trabalho na administração pública federal direta, autárquica e fundacional.


A iniciativa, de acordo com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, buscará soluções negociadas entre as partes e o estabelecimento de normas que visem à melhoria da qualidade dos serviços prestados, além do debate de temas relacionados à democratização do Estado e à cidadania.


“Apesar de o governo anterior não ter feito o diálogo com os servidores, eles não revogaram a mesa. Simplesmente não chamaram as pessoas para conversar. Ou, quando chamaram, chamaram de maneira truculenta e autoritária”, disse. “A reabertura, este ano, é um compromisso com a democracia brasileira e com o respeito a quem presta o serviço público.”


Para o secretário de Gestão de Pessoas e Relação de Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça, a mesa constitui um instrumento importante na democratização do Estado e das relações de trabalho no serviço público federal, baseada em princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, participação, da qualidade dos serviços, e liberdade sindical.


“Muitos dizem que os servidores estatutários aderem a um regime legal e devem obedecê-lo rigidamente, sem espaço para conflito. A mesa não parte dessa premissa, ao contrário, entende que os servidores, como todos os trabalhadores, têm legítimos interesses que podem ou não entrar em conflito com a administração e com o governo federal.”


Também participaram da solenidade os ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; da Previdência Social, Carlos Lupi; da Educação, Camilo Santana; e dirigentes de entidades representativas de servidores públicos federais.


Com informações da Agência Brasil

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