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Haddad negocia com bancos corte no juro do cartão de crédito


O ministro Fernando Haddad com o presidente Lula e o vice Alckmin (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (17) que está negociando com as instituições financeiras uma redução da taxa de juros cobrada nas operações com o cartão de crédito rotativo, que é a linha de crédito mais cara do mercado brasileiro atualmente.


O crédito rotativo do cartão de crédito costuma ser acionado por quem não pode, ou opta por não pagar o valor total da fatura na data do vencimento.


No entanto, o alto patamar dos juros do cartão de crédito rotativo acontece em um momento de alta do endividamento das famílias, o que limita a capacidade de consumo da população e impulsiona a inadimplência, que de acordo com o Banco Central (BC), somou 48,8% da renda acumulada nos doze meses até fevereiro deste ano. Em fevereiro, segundo os dados do BC, a taxa dos rotativos subiu 6 pontos percentuais, passando para 417,4% ao ano.


"O desenho [do crédito do cartão rotativo] está prejudicando muito a população de baixa renda. Uma boa parte do que pessoal que está no Serasa hoje é por conta do cartão de crédito. Não só, mas é também por cartão de crédito. E as pessoas não conseguem sair do rotativo. É preciso encontrar um caminho negociado como fizemos com a redução do consignado dos aposentados", declarou Haddad a jornalistas.


O ministro diz que essa é uma das 14 medidas do pacote que vai ser anunciado nas próximas semanas pelo governo para destravar o crédito bancário. Ele afirmou ainda que o tema deve ser discutido junto a representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em Brasília.


Segundo fontes do sistema financeiro familiarizadas com o tema, citado pelo G1, as altas taxas cobradas no rotativo do cartão não são um tópico simples de ser resolvido, mas afirmam que alguns caminhos estão sendo pensados, como oferecer taxas mais acessíveis a devedores pontuais ou ainda outras formas de pagamento da dívida para clientes que precisem acessar o crédito.


Segundo Haddad, o governo pretende encontrar uma solução negociada com os bancos, como ocorreu com os juros do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No mês passado, as taxas foram limitadas a 1,7% ao mês, mas o teto subiu para 1,97% ao mês após bancos suspenderem a oferta dessa modalidade de crédito.


Bancos

Em nota, a Febraban informou que está disposta a discutir o assunto de maneira técnica. A entidade informou que o setor está comprometido com a redução do custo de crédito do país, mas disse que as negociações devem levar em conta a estrutura de custo das instituições financeiras, as especificidades de cada produto e a “racionalidade econômica”.


“Nesse sentido, a entidade entende como oportuna a discussão técnica e aprofundada das causas que levam o cartão de crédito a ter patamares elevados de juros. A Febraban ressalva, no entanto, que esse é um tema que nos convida a um amplo debate, para enxergar as consequências, envolvendo BC, Fazenda e os participantes da indústria”, informou a entidade.


De acordo com a Febraban, é possível chegar a um acordo, desde que as discussões sejam técnicas. “É necessário encontrarmos, portanto, mecanismos que possam endereçar as causas do elevado spread [diferença entre os juros pagos pelos bancos para captar recursos e as taxas cobradas dos clientes]”, ressaltou o comunicado.


Com informações da Agência Brasil

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