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Hamas entrega reféns em busca da paz na Faixa de Gaza


Trump e outros líderes mundiais assinaram acordo, em Sharm el-Sheikh, no Egito (Evan Vucci/Gettyimages.ru)
Trump e outros líderes mundiais assinaram acordo, em Sharm el-Sheikh, no Egito (Evan Vucci/Gettyimages.ru)

Nesta segunda-feira (13), o Hamas libertou os 20 últimos reféns israelenses vivos que mantinha na Faixa de Gaza, e Israel libertou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, enquanto ambos os lados cumprem as condições do acordo de cessar-fogo.


Um documento sobre o acordo do fim das hostilidades em Gaza foi assinado por mediadores do Egito, Catar e Turquia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito.


Trump foi o primeiro a assinar os documentos, seguido por seu homólogo egípcio, Abdul Fattah al-Sisi, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que participou da mediação das negociações entre o Hamas e Israel.


Em 10 de outubro, o cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor como parte da primeira fase do plano de paz proposto por Donald Trump.


A partir daquele momento, iniciou-se a contagem regressiva para as 72 horas que o Hamas tinha para libertar os reféns ainda vivos em Gaza, bem como para entregar os corpos dos mortos que conseguiu recuperar dentro desse prazo.


Exílio forçado

Pelo menos 154 prisioneiros palestinos libertados serão forçados ao exílio por Israel, segundo informou o Escritório de Imprensa dos Prisioneiros Palestinos.


Especialistas ouvidos pela Al Jazeera disseram que o exílio forçado viola os direitos de cidadania dos prisioneiros libertados e é uma demonstração da duplicidade de critérios que cerca os acordos de troca. “É evidente que é ilegal”, disse Tamer Qarmout, professor associado de políticas públicas no Instituto de Estudos de Pós-Graduação de Doha.


Qarmout afirmou que as deportações equivalem ao deslocamento forçado dos prisioneiros libertados e à punição coletiva de suas famílias.


“É ilegal porque são cidadãos da Palestina. Eles não têm outras cidadanias. Saem de uma prisão pequena, mas são enviados para uma prisão maior, longe de sua sociedade, para novos países nos quais enfrentarão grandes restrições. É desumano.”


Com informações da Agência RT

 
 
 

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