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Heleno: acampamentos bolsonaristas eram 'ordeiros e pacíficos'


O general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI sob Bolsonaro, depõe na CPI (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O general Augusto Heleno negou a sua participação nos atos golpistas do 8 de Janeiro e classificou como “ordeiro e pacífico” o acampamento de bolsonaristas em frente ao Comando Geral do Exército, em Brasília. A afirmação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Bolsonaro foi feita durante o depoimento do general na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos golpistas do dia 8 de janeiro.


“Eu nunca fui ao acampamento. Não por falta de tempo, mas por falta de condições de participar do que realizavam no acampamento que, pelo que sabia, eram atividades extremamente pacíficas e ordeiras. E nunca considerei o acampamento algo que interessasse à segurança institucional. Sempre achei que era uma manifestação política pacífica”, disse o general.


Diante da afirmação de Augusto Heleno, a relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), lembrou que “foi do acampamento que surgiu a ideia de montar uma bomba para explodir um caminhão de combustíveis no aeroporto de Brasília. Foi de lá que os vândalos saíram para quebrar a Praça dos Três poderes”


Heleno confirmou que recebeu algumas das pessoas que estavam no acampamento bolsonarista, mas que não foi algo para articular qualquer ato golpista. “Recebi por educação, eles foram lá apenas para tirar fotos e fazer vídeos”, disse o general.


O general negou ainda qualquer participação na articulação que resultou nos atos antidemocráticos bolsonaristas do dia 12 de dezembro, que vandalizaram a capital do país, inclusive com tentativa de invasão da sede da Polícia Federal e destruição perto do hotel onde o presidente eleito estava hospedado, no dia da diplomação do presidente Lula. Ele afirmou que soube pela televisão e que não tinha nada a ver com isso.


“Tomei conhecimento disso pela TV. Nem eu e muito menos o GSI fomos mentores ou participamos desses atos”, disse o ex-ministro de segurança institucional da Presidência da República.


A relatora apresentou também relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que indicava riscos de vandalismo que poderia ser praticado pelos acampados em Brasília. Augusto Heleno novamente negou conhecimento e disse que documentos como o apresentado eram rotineiros, mas que “em geral falam apenas de possibilidades, que podem ou não se concretizar”.


Lula 'infelizmente' não está doente

No dia 6 de novembro do ano passado, uma semana após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, o ex-chefe do GSI disse a apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que "infelizmente" o presidente então eleito não estava doente. Heleno também chamou Lula de "cachaceiro". A declaração ocorreu após o questionarem em relação a uma notícia falsa que circulava entre grupos bolsonaristas de que Lula estaria internado em um hospital.


"Esse negócio do Lula estar doente... Não está, infelizmente. Vamos torcer para que tenhamos um futuro melhor. Na mão do cachaceiro, não vai", afirmou o general a um grupo de apoiadores de Bolsonaro ao sair do Palácio da Alvorada naquele dia, conforme amplamente noticiado.

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