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HIV em transplante: Polícia Civil prende sócio de laboratório

  • 14 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

O médico ginecologista Walter Vieira, um dos sócios do laboratório PCS Lab Saleme — responsável pelo erro nos exames de órgãos infectados com HIV e transplantados em seis pacientes — foi preso nesta sexta-feira (11/10), no âmbito de uma operação da Política Civil para cumprir quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Vieira é concursado do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e foi afastado hoje do cargo público não remunerado de presidente do Comitê Gestor de Vigilância e Análise do Óbito Materno Infantil e Fetal da cidade.

Dr Luzinho e os primos, sócios do PCS Lab Saleme / Reprodução

O suspeito é casado com a tia do deputado federal e ex-secretário de Saúde do estado, Dr. Luizinho. Além dele, Matheus Vieira, que também é sócio do laboratório e primo do Dr. Luizinho, é alvo de investigações.


O PCS Lab Saleme foi contratado pela Fundação Saúde, empresa pública do Governo do Rio, no mesmo período da gestão do parlamentar. O laboratório é alvo de investigações e há suspeitas de que o grupo tenha falsificado laudos em outros casos, além dos transplantes. A sede está inerditada desde a semana passada e para que as buscas fossem realizadas os policiais precisaram arrombar a porta.


A ação de hoje foi a primeira da 'Operação Verum', conduzida pela Delegacia do Consumidor (Decon). Há indícios de que os laudos foram falsificados por um grupo criminoso e utilizados por equipes médicas induzidas ao erro, provocando a contaminação de seis pacientes. Um deles morreu e as causas estão sendo investigadas.


"O crime é inaceitável e atenta contra a vida e a dignidade humana. Não descansaremos até que todos os envolvidos nesse esquema criminoso sejam identificados e punidos de acordo com a lei. A vida de inocentes foi colocada em risco, e o Estado não permitirá que esse tipo de crime fique impune", declarou o governador Cláudio Castro.

Reprodução

Os envolvidos são investigados por diversos crimes como as relações de consumo, associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e infração sanitária.


"Determinei imediatamente a instauração do inquérito, atendendo a determinação do governador para que os fatos fossem investigados com maior rigor e rapidez. Conseguimos elementos para representar pelas cautelares junto à Justiça em tempo recorde, para que os culpados sejam punidos com a maior celeridade", disse o secretário de Estado da Polícia Civil, Felipe Curi.


À imprensa, o Dr. Luizinho admitiu que conhece o laboratório há mais de 30 anos e que ele foi dirigido, inicialmente, pelo pai de Walter. O ex-secretário também lamentou o ocorrido e desejou a "punição exemplar para os responsáveis por esses gravíssimos casos de contaminação".


Sobre o laboratório prestar serviços durante a sua gestão, o ex-secretário de Saúde afirmou que manteve a mesma equipe do Programa Estadual de Transplantes da gestão anterior e que nunca participou da contratação deste ou de qualquer outro laboratório.


O laboratório PCS Lab Saleme, por sua vez, emitiu nota sobre o caso:


"A defesa de Walter e Mateus Vieira, sócios do PCS Lab Saleme, repudia com veemência a suposta existência de um esquema criminoso para forjar laudos dentro do laboratório, uma empresa que atua no mercado há mais de 50 anos. Ambos prestarão todos os esclarecimentos à Justiça".


Entenda o caso


A contaminação foi descoberta no último dia 10/9. Um paciente transplantado foi ao hospital com sintomas neurológicos e teve resultado para HIV positivo. Além dele, outros seis pacientes receptores de órgãos foram infectados pelo vírus.


O laboratório privado responsável por fazer os exames de sangue nos doadores foi contratado por licitação pela Fundação Saúde para atender o programa de transplantes. O estabelecimento teve o serviço suspenso logo após o caso ser descoberto e foi interditado. Os testes passaram a ser realizados pelo Hemorio.


Além da Secretaria de Saúde, o caso também é investigado pela Polícia Federal, pelos Ministérios Público do Rio (MPRJ) e da Saúde, e o Conselho Regional de Medicina (Cremerj).

 
 
 

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