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Huawei pode produzir seus chips e sufocar indústria americana

  • 6 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

(Reprodução)

De acordo com um analista, a situação imposta à gigante chinesa de tecnologia fará com que a empresa produza seus próprios chips de alta qualidade e que estes sejam 100% chineses.

O economista e analista David P. Goldman considera que os chips de última geração da linha Kirin fabricados por uma companhia subsidiária da Huawei podem ser produzidos na China até o final de 2021, avança portal Asia Times.

O especialista garante que a gigante tecnológica chinesa está pronta para construir suas próprias fábricas, conseguindo desta forma fazer com que os componentes de seus smartphones sejam 100% chineses.

"A nova capacidade da China de produzir chips de alto nível, incluindo as séries Kirin e Ascend para servidores de inteligência artificial, pegou Washington de surpresa", salientou Goldman.

Ele acrescenta que, com estas sanções, os EUA acreditam que prejudicarão a China, mas, na realidade, estão prejudicando a sua própria indústria. Com isso só conseguem que a Huawei seja totalmente autossuficiente e que os fabricantes dos EUA deixem de contar com a compra destes chips por parte da China.

A cada ano, as empresas chinesas compram chips em um valor de aproximadamente US $ 300 bilhões (R$ 1.590 bilhões) mas o economista acredita que isso pode mudar muito em breve se a China reunir engenheiros taiwaneses para produzir componentes e, desta maneira, compensar as sanções impostas pelos EUA.

"Com um orçamento virtualmente ilimitado para fabricação de chips e acesso aos melhores talentos de Taiwan, a China avançará na aprendizagem muito mais rápido do que Washington prevê, segundo prognóstico de fontes da indústria de semicondutores", concluiu o analista.

Anteriormente o Departamento de Comércio dos EUA impôs licenças obrigatórias a produtores mundiais para a venda de semicondutores à Huawei que sejam feitos usando tecnologia dos EUA.

A restrição expandiu o controle de Washington sobre o fornecimento de chips, que anteriormente cobria apenas equipamentos fabricados nos Estados Unidos.


Fonte: Agência Sputnik

 
 
 

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