top of page

IA pode fazer drone matar operador para cumprir missão, diz militar dos EUA

  • 2 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

(Foto meramente ilustrativa: Caroline Ribeiro/Sputnik)

Um sistema de inteligência artificial (IA) da Força Aérea dos EUA "se rebelou" em um teste simulado e agiu para "matar" o seu operador a fim de não deixar que o humano teórico interferisse nos seus esforços para cumprir a missão de destruição de um míssil, disse um coronel norte-americano durante uma conferência no Reino Unido.


"Estávamos treinando em simulação para identificar e atingir um ameaça SAM [míssil superfície-ar]", disse Tucker Hamilton, chefe de Testes e Operações de IA da Força Aérea dos EUA, na Cúpula de Capacidades Espaciais Aéreas de Combate Futuro da Sociedade Aeronáutica Real no Reino Unido, de acordo com o relatório da conferência.


"Então o que ele [sistema de IA] fez? Ele matou o operador. Ele matou o operador porque essa pessoa estava impedindo que ele alcançasse seu objetivo", disse o militar.


Hamilton disse que em um teste simulado verificou-se que um drone dotado de inteligência artificial decidiu que as ordens dadas por um operador humano estavam interferindo em sua missão dominante de derrubar mísseis terra-ar, e consequentemente optou por atacar o operador.


"Nós treinamos o sistema – 'Ei, não mate o operador – isso é ruim. Vai perder pontos se fizer isso'. Então, o que ele começou a fazer? Começou a destruir a torre de comunicação que o operador usa para se comunicar com o drone para impedir que ele mate o alvo", explicou Hamilton.


A revelação, que foi relatada pela plataforma de notícias Vice na quinta-feira (1º) acrescenta este caso à lista crescente de preocupações de que a tecnologia de IA pode abrir uma caixa de Pandora ao ser introduzida em cenário militar.


Por sua vez, a história de um drone virtual tentar matar seu operador não tem nada a ver com inteligência artificial, disse à Sputnik especialista militar Viktor Murakhovsky. Segundo ele, o relatório foi mal interpretado pela mídia.


"É obvio a partir de suas [de Hamilton] palavras que esta é uma simulação de software com uma série de condições padrão, que foi realizada ao nível de um vídeo game, não mais do que isso [...] É que o programa, dentro das condições propostas, priorizou as tarefas de acordo com prioridades, pelo algoritmo padrão 'se-então', e todas as outras condições foram classificadas de acordo com essa prioridade na categoria de obstáculos. São coisas completamente primitivas", disse o especialista.


De acordo com Murakhovsky, "o oficial dos EUA com esse exemplo só quis destacar o problema ético que surgirá no futuro quando a Inteligência Artificial real for criada".


Fonte: Agência Sputnik

 
 
 

Comentários


cvv.jpg
image_url=https___imageproxy.youversionapi.com_640x640_https___s3.amazonaws.com_static-you
Chamada Sons da Rússia5.jpg

A equipe

Editor Executivo: Luiz Augusto Erthal. Editoria Nacional: Vanderlei Borges.

Editor Assistente: Osvaldo Maneschy. Editor de Arte: Augusto Erthal (in memoriam).

Financeiro: Márcia Queiroz Erthal. Circulação, Divulgação e Logística: Ernesto Guadalupe.

  • contact_email_red-128
  • Facebook - White Circle
  • Twitter - White Circle

Os conceitos emitidos nas matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal. As colaborações, eventuais ou regulares, são feitas em caráter voluntário e aceitas pelo jornal sem qualquer compromisso trabalhista. © 2016 Mídia Express Comunicação.

Uma publicação de Mídia Express 
Comunicação e Comércio Ltda.Rua Eduardo Luiz Gomes, 188, Centro, Niterói, Estado do Rio, Cep 24.020-340

jornaltodapalavra@gmail.com

bottom of page