Ignorar 2ª dose pode prolongar a pandemia, diz estudo


(Divulgação)

Pesquisa norte-americana revelou que um quinto da população acredita que o imunizante fornece proteção forte após apenas uma dose. Uma pequena maioria disse ter sido aconselhada com medidas preventivas após a vacina.

Embora mais de 131 milhões de norte-americanos tenham recebido pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 até o momento, a confusão pública e a incerteza sobre a importância de segundas doses e precauções continuadas de saúde pública ameaçam atrasar o retorno dos EUA à normalidade, de acordo com pesquisa publicada na quarta-feira (28) na revista científica New England Journal of Medicine.

Em uma pesquisa nacionalmente representativa com mais de mil adultos americanos conduzida em fevereiro, menos da metade dos entrevistados disse acreditar que as vacinas da Moderna e Pfizer/BioNTech fornecem forte proteção contra Covid-19 uma ou duas semanas após uma segunda dose, consistente com a orientação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, descobriram os pesquisadores. Dos entrevistados, 20% acreditam que as vacinas fornecem proteção forte após apenas uma dose, e outros 36% não têm certeza.

Entre os entrevistados vacinados (19% da amostra), apenas metade relatou ter sido informada sobre o momento da proteção da vacina, e apenas uma pequena maioria disse ter sido aconselhada a continuar usando máscaras, distanciando-se socialmente e evitando multidões.

"Muitos americanos, incluindo muitos daqueles que já receberam a primeira dose da vacina, permanecem confusos sobre o momento da proteção e a necessidade de uma segunda dose", concluíram os pesquisadores. "Além disso, uma grande proporção de vacinados relata não estar informada sobre as orientações do CDC quanto à necessidade de continuar tomando medidas profiláticas."

Dados recentes do CDC validam as preocupações dos autores do estudo sobre o acompanhamento da vacina, mostrando que quase 8% dos americanos – mais de cinco milhões de pessoas – que receberam a primeira injeção dos imunizantes da Moderna ou Pfizer/BioNTech no mês passado perderam a segunda dose programada.

A pesquisa descobriu que os entrevistados negros e latinos eram significativamente menos propensos do que os brancos a acreditar que as vacinas forneceram uma proteção forte após a segunda dose, e significativamente mais propensos a não terem certeza.

"O fracasso em combater o desgaste da segunda dose entre membros de grupos minoritários corre o risco de aumentar as disparidades raciais existentes no número de pessoas infectadas pelo vírus", escreveram os estudiosos.

Em relação à necessidade de continuar usando máscaras após a vacinação – recém-atualizada pelo CDC – os pesquisadores encontraram amplo apoio. Mais de 80% dos entrevistados concordaram ou concordaram fortemente, com maior apoio entre aqueles de 60 anos ou mais e negros. Refletindo uma divisão nacional partidária, os republicanos foram significativamente menos favoráveis do que os democratas sobre usar máscaras pós-vacinação.

As descobertas dos pesquisadores sugerem que há uma necessidade de fornecer orientação mais completa e maiores explicações aos vacinados. Em particular, disseram que a educação aprimorada no momento da primeira dose é "uma promessa considerável" para combater o desgaste da segunda dose.

O coautor do estudo, Jillian Goldfarb, professor assistente no Departamento de Engenharia Biológica e Ambiental da Faculdade de Agricultura e Ciências da VidaGoldfarb, disse que ficou preocupado com a falta de transferência de informações quando recebeu a primeira dose do imunizante.

"Podemos acabar prolongando a pandemia porque as pessoas não vão até o fim", disse Goldfarb, referindo-se à ausência de informações sobre importância da segunda dose.

"Esta é uma oportunidade de pegar este sistema fragmentado que temos e pensar em como podemos garantir que as pessoas obtenham as informações de que precisam para se proteger e proteger a saúde pública [...] até que a circulação viral seja muito menor do que ainda é", ressaltou Sarah Kreps, professora do Departamento de Governo da Faculdade de Artes e Ciências John L. Wetherill.

"Você não consegue entender como esse vírus continuará progredindo", ponderou Kreps, "a menos que você entenda o comportamento do público que está recebendo esta vacina."


Fonte: Agência Sputnik

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