Indicação é nova trapalhada de Bolsonaro na Petrobras


General Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro para a presidência da Petrobras (Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro criou uma nova trapalhada ao anunciar o nome do general Joaquim Silva e Luna para presidir a Petrobras no lugar de Roberto Castello Branco, após uma demissão controversa envolvendo a alta no preço dos combustíveis e a recusa em liberar R$ 100 milhões em publicidade para a Record e o SBT a pedido do Palácio do Planalto. O general agora pode ter sua nomeação recusada pela assembleia geral extraordinária devido à insuficiência de seu currículo para ocupar o cargo.

Pelas normas internas da Petrobras, para integrar a diretoria executiva, o candidato tem de comprovar no mínimo 10 anos de experiência no setor de petróleo e gás ou em empresa do mesmo porte, o que não é o caso de Silva e Luna que nunca atuou nesse mercado e possui apenas dois anos à frente da Itaipu Binacional, de fato, sua primeira experiência no mercado empresarial.

Ainda não há data definida para realização da assembleia geral, que definirá se o general indicado por Bolsonaro poderá assumir ou não o cargo. O Comitê de Pessoas da Petrobras (Cope) tem oito dias para examinar o currículo do candidato, prazo que pode ser prorrogado por mais oito dias, se for necessário.

Ao anunciar a demissão de Castello Branco, sem um comunicado prévio ao Conselho de Administração da estatal e ao mercado, o presidente provocou grandes perdas para a empresa, que, em 48 horas, perdeu nada menos que R$ 103 bilhões em valor de mercado.

A enrascada de Bolsonaro agora é como nomear o general sem infringir o regimento da Petrobras.

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