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Indicado para a Petrobrás diz que política de preços vai mudar


Jean Paul Prates foi anunciado para a presidência da Petrobrás no governo Lula 3 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (30) a indicação do advogado, economista e senador Jean Paul Prates (PT-RN) para a presidência da Petrobrás. Em sua primeira entrevista após o anúncio e correspondendo à expectativa de Lula, Prates afirmou que a política de preços de combustíveis, que atrela o preço nacional ao valor do dólar e do barril do petróleo no mercado internacional, "vai ser alterada porque a política do país vai ser alterada".


"Vai ser alterada, mas não necessariamente para traumatizar investidor ou retorno dos investimentos. Vai ser alterada porque a política do país vai ser alterada. De novo, para ser claro. A Petrobras faz políticas para os clientes dela. É uma empresa. Faz política de preços de acordo com o contexto do país. A mudança na política de preço, as diretrizes, como se formata o preço nacional, vai ser dada pelo consórcio do governo. Ministério da Fazenda, Minas e Energia, Petrobras também, porque é uma das principais empresas, Conselho Nacional de Política Energética", afirmou o futuro presidente da estatal.


Prates disse que, se houver movimento de preço nos próximos dias, será de redução.


Com o início do próximo governo, a indicação deverá ser formalizada pelo Ministério de Minas e Energia, para o qual foi anunciado o senador Alexandre Silveira (MDB-MG).


Prates foi eleito em 2014 primeiro suplente da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), para o período 2015-2022, e assumiu a vaga dela no Senado em 2019, após sua eleição para governadora do Rio Grande do Norte.


O senador também foi às redes sociais para declarar que estava honrado com a escolha e disse que o "olhar para o futuro" foi a principal demanda dada a ele pelo presidente eleito Lula.


"Precisamos pensar no futuro e investir na transição energética para atender às necessidades do país, do planeta e da sociedade, além dos interesses de longo prazo de seus acionistas [da Petrobras]", disse ele. Afirmou, ainda, que Lula "acredita que a empresa deve permanecer como uma referência de mercado, tecnologia, governança e responsabilidade social".


Atuou na elaboração da Lei do Petróleo

Prates cursou Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Na pós-graduação, fez mestrado em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos. Na França, concluiu o segundo mestrado, em Economia de Petróleo, Gás e Motores, pelo Instituto Francês do Petróleo.


Prates foi membro da assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no fim da década de 1980, e teve sua atuação profissional ligada à área de petróleo e gás, participando da elaboração da Lei do Petróleo e da redação do modelo do contrato de concessão oficial brasileiro e do decreto dos royalties.


A Petrobras informou que, seguindo os trâmites usuais de indicação de administradores da Companhia, o nome do indicado deverá passar por procedimentos internos de governança. No caso do Presidente e demais membros da Diretora Executiva, a indicação final dependerá da aprovação pelo Conselho de Administração, nos termos da Lei e do Estatuto Social da Companhia.

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