Inflação acelera com alimentos e tem maior alta desde 2002


(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Puxada pela alta dos alimentos que chegam na mesa das famílias brasileiras, a inflação acelerou e teve a maior alta para o mês de outubro desde 2002 - primeiros meses do governo Lula -, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (6). O crescimento foi de 0,86%, na comparação com setembro e, junto com os combustíveis, contribuiu fortemente para o aumento da inflação no mês, levando o indicador a acumular alta de 2,2% no ano. Em 12 meses, o IPCA está em 3,92%.

Os vilões foram os preços do tomate (18,69%) e outros itens como batata inglesa e frutas. As carnes, que continuam na estratosfera, subiram 4,25%. Outros vilões que já contribuem para o acumulado da inflação no ano, como o arroz e o óleo de soja, tiveram alta menos intensa em outubro que no mês de setembro - 13,36% e 17,44%, respectivamente, contra 17,98% e 27,54%.

Transportes (1,19%), em que são contabilizados os combustíveis e as passagens de avião, e artigos de residência (1,53%), em que estão eletroeletrônicos e produtos de informática, também registraram forte alta.

As passagens aéreas saltaram quase 40% no mês. Já os preços da gasolina arrefeceram e subiram 0,85%, frente a alta de 1,95% em setembro.

Segundo o IBGE , a alta dos preços foi generalizada em todas as 16 regiões pesquisadas.

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